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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 30

Rafael deu um passo à frente.

Instintivamente.

- Lorena...

- Não.

Ela ergueu a mão.

Parando-o.

O gesto foi pequeno.

Mas carregado de uma autoridade que ele raramente via nela.

- Não chega mais perto.

Rafael congelou.

Aquela não era a Lorena que ele conhecia.

A mulher à sua frente parecia diferente.

Mais dura.

Mais fria.

Os olhos dela brilhavam com uma raiva contida que ele nunca tinha visto antes.

- Você não tem o direito - continuou ela, a voz baixa, mas afiada - de aparecer aqui no meio da noite como se ainda tivesse algum tipo de autoridade sobre mim.

Rafael passou a mão pelo rosto.

Tentando manter a calma.

- Tentaram te sequestrar hoje. - A voz dele saiu mais alta dessa vez, carregada de tensão. - Você quer que eu simplesmente fique sentado em casa enquanto isso acontece?

Lorena soltou uma risada.

Mas não havia humor nenhum nela.

- Engraçado.

Ela inclinou levemente a cabeça.

- Muito engraçado mesmo.

Rafael franziu a testa.

- O que isso quer dizer?

Ela o encarou.

Direto.

Sem hesitação.

- Quer dizer que é muito curioso você estar tão preocupado com a minha segurança agora.

A mandíbula dele se apertou.

- O que você está insinuando? Quando eu não estive preocupado com a sua segurança?

Ela deu de ombros.

- Eu estou cansada da sua obsessão por controle.

Rafael respirou fundo.

- Nunca te controlei. Sempre te protegi.

Lorena riu novamente.

Dessa vez mais alto.

- Proteção?

A palavra saiu quase venenosa.

- Você chama isso de proteção?

Ela começou a andar pela sala.

Passos lentos.

Mas carregados de energia acumulada.

- Me seguir. Mandar homens me vigiarem. Aparecer no meu apartamento no meio da noite como se fosse dono da minha vida.

Ela parou.

Virou-se para ele.

Os olhos brilhando.

- Isso não é proteção, Rafael. Isso é obsessão.

Ele deu um passo à frente novamente.

- Eu sempre tentei te fazer feliz, te manter bem!

- Você é muito hipócrita.

A frase saiu tão fria que Rafael sentiu algo gelar dentro do peito.

Lorena cruzou os braços.

- Porque, até onde eu lembro… você quase me matou uma vez.

O silêncio que se seguiu foi absoluto.

Rafael piscou.

- O quê?

Ela não desviou o olhar.

- O acidente.

O coração dele falhou uma batida.

- Lorena...

- Não.

Ela balançou a cabeça.

- Hoje não.

A voz dela tremia agora.

Mas não era medo.

Era dor.

Uma dor antiga.

- Hoje você vai ouvir.

Rafael ficou imóvel.

E Lorena finalmente deixou tudo sair.

- Você controlou minha vida desde o primeiro dia que me conheceu.

Trinta e um 1

Trinta e um 2

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