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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 32

A casa de Dante estava silenciosa novamente.

Silenciosa demais.

Ele ficou alguns segundos parado no hall depois que a porta se fechou atrás de Lorena. O som do carro se afastando pela rua tranquila ainda ecoava em sua mente.

Ela havia insistido para que ele não a acompanhasse.

- Já disse que não é adequado - ela repetira, com aquele meio sorriso teimoso.

Dante havia cedido.

Mais uma vez.

Mas isso não significava que ele gostasse da ideia.

Ele passou a mão pelo rosto e caminhou lentamente de volta para a sala. A mesa do jantar ainda estava ali, com duas taças e os pratos quase vazios.

Lorena tinha gostado da comida.

Ele lembrava do brilho curioso nos olhos dela enquanto o observava cozinhar.

Aquilo havia sido… inesperadamente agradável.

Perigoso também.

Dante pegou as taças e as levou até a cozinha.

Quando estava colocando a louça na pia, a campainha tocou.

Ele franziu a testa.

Já era tarde.

Muito tarde para visitas.

A campainha tocou novamente.

Dante caminhou até a porta e abriu.

Do outro lado estava um homem alto, de sorriso preguiçoso e olhar divertido.

- Boa noite para você também - disse ele, sem esperar convite e entrando direto.

Dante suspirou.

- Você sempre invade a casa das pessoas desse jeito ou eu sou um caso especial?

O homem deu de ombros enquanto caminhava pela sala.

- Você deveria agradecer.

Ele apontou para a mesa ainda posta.

- Acabei de evitar que você bebesse sozinho.

Dante fechou a porta atrás dele.

- Eu não estava bebendo sozinho.

O amigo virou-se lentamente.

Um sorriso lento surgiu em seus lábios.

- Ah, não?

Ele olhou novamente para as duas taças.

O sorriso começou a crescer.

- Ah…

Dante cruzou os braços.

- Nem começa.

Theo apontou para a mesa.

- Eu não preciso começar nada.

Ele caminhou até lá, observando os pratos.

- Você cozinhou.

Dante deu de ombros.

- E daí?

Theo virou-se lentamente.

- Você nunca cozinha para ninguém.

- Eu cozinho.

- Só para você. - Theo levantou uma sobrancelha. - Nunca para visitas.

O silêncio durou apenas um segundo.

Então Theo sorriu.

- Foi ela, não foi?

Dante arqueou uma sobrancelha.

- Você veio até aqui para fazer fofoca?

Theo levantou o copo imaginário.

- Absolutamente.

Dante caminhou até o bar.

- Quer um uísque?

- Quero.

Theo se jogou no sofá.

Dante serviu dois copos e entregou um ao amigo.

Theo tomou um gole antes de falar novamente.

- Então?

Dante suspirou.

- Então o quê?

Theo o encarou.

- Não se faça de desentendido comigo.

Ele girou o copo nas mãos.

- Quero saber se finalmente houve algum progresso.

Dante franziu a testa.

- Progresso?

Theo riu.

- Com a Lorena, obviamente.

Ele inclinou a cabeça.

- Você já conseguiu conquistar ela ou ainda está nesse seu modo silencioso de guarda-costas?

Dante soltou um pequeno suspiro.

- Não é assim.

- Não?

Theo arqueou uma sobrancelha.

- Porque, de onde eu estou olhando, parece exatamente isso.

Ele apontou para Dante.

- Anos apaixonado pela mesma mulher e ainda andando em círculos.

Dante tomou um gole do uísque.

- As coisas não são tão simples.

Theo deu uma risada baixa.

- Claro que não são. Você foi se apaixonar justamente pela mulher do seu inimigo.

Ele se recostou no sofá.

Dante não respondeu.

Theo o observou por alguns segundos antes de mudar um pouco o tom.

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