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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 34

A estrada estava vazia.

O céu ainda era um degradê escuro, com os primeiros sinais de amanhecer surgindo no horizonte.

O carro avançava em silêncio.

Theo dirigia.

Dante, no banco do passageiro, não disse uma única palavra desde que saíram da cidade.

As mãos dele estavam apoiadas nos joelhos.

Imóveis.

Mas a tensão era visível em cada linha do corpo.

Theo lançou um olhar de lado.

Não disse nada.

Ainda não.

Sabia quando o amigo precisava de silêncio.

A casa de campo da família Menezes surgiu alguns minutos depois.

Imponente.

Antiga.

Isolada.

Cercada por árvores altas que filtravam a luz pálida do amanhecer.

Theo diminuiu a velocidade.

- Tem certeza?

Dante não respondeu imediatamente.

Os olhos fixos na casa.

Frio.

Calculado.

- Tenho.

O carro parou.

O motor foi desligado.

O silêncio voltou.

Mais pesado agora.

Dante abriu a porta.

- Me espera.

Theo assentiu.

- Sempre.

Dante saiu. A porta se fechou com um som seco.

E então ele caminhou.

A cada passo, algo dentro dele parecia se rearranjar.

Ou talvez… se fechar.

A porta foi aberta antes mesmo que ele batesse.

Como se já estivessem esperando.

Dante não disse nada.

Apenas entrou.

Os corredores eram exatamente como ele lembrava.

Longos.

Silenciosos.

Carregados de uma presença invisível.

Ele passou por um dos quadros na parede.

Parou por um segundo.

Lembranças vieram sem aviso.

Uma versão mais jovem dele, parado naquele mesmo corredor.

Observando de longe.

Sempre de longe.

Nunca parte de nada.

Nunca realmente pertencendo.

A voz do avô ecoando em algum lugar da casa.

Fria.

Controlada.

Sempre o repreendendo.

Dante desviou o olhar.

Continuou andando.

Cada passo mais firme que o anterior.

A porta do escritório estava aberta.

Ele entrou.

E então…

A porta se fechou atrás dele.

Do lado de fora, Theo tamborilava os dedos no volante.

O céu já começava a clarear de verdade.

Ele olhou para o relógio.

Depois para a casa.

- Demorando demais…

Murmurou para si mesmo.

Mas não saiu do carro.

Se Dante tinha entrado ali…

Era porque sabia exatamente o que estava fazendo.

Ou pelo menos…

Esperava que soubesse.

A porta finalmente se abriu.

Theo absorveu aquilo por alguns segundos.

O céu já estava quase claro agora.

- Você está tão pra baixo assim…

Ele falou, ainda olhando a estrada.

- Porque o velho te chateou?

Uma pausa.

- Ou porque está com medo dela escolher ficar com ele?

Dante soltou o ar devagar.

- Eu só estou cansado.

Theo olhou de lado.

Mas não insistiu.

Ele conhecia aquele tom.

Conhecia aquele silêncio.

Era um território perigoso.

E Dante nunca deixava ninguém entrar ali.

Então apenas assentiu.

- Eu sei.

O carro seguiu.

O som do motor preenchendo o espaço entre eles.

Mas Theo não deixou passar completamente.

- E então…

Ele voltou, mais leve.

- O que o velho pediu em troca?

Dante soltou uma pequena risada.

Sem humor.

- O que você acha? Está insinuando que meu querido avô não me ajudaria sem nenhum interesse?

Theo balançou a cabeça.

- Corta essa.

Ele deu um pequeno sorriso de lado.

- Aquela raposa velha nunca faz nada de graça.

Uma pausa.

- Então… o que ele quer?

Dante virou o rosto para a janela.

Os olhos perdidos na paisagem que passava.

Silêncio.

Então:

- O preço não importa.

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