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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 37

Lorena encarava o bilhete em suas mãos, os dedos levemente trêmulos. O papel era simples, dobrado com precisão, como se até aquilo tivesse sido planejado com cuidado.

Ela abriu.

“Se você quiser ir embora, essa é a sua chance.

Sem pressão. Sem dívida.

A escolha é sua.”

D

O coração dela disparou.

Sem pressão.

Sem dívida.

Palavras simples… mas estranhas demais depois de tudo que ela viveu.

Rafael nunca deu escolhas.

Ele decidia. Sempre decidiu.

Lorena fechou os olhos por um segundo.

Isso pode ser outra armadilha.

A ideia veio rápida, automática. Era assim que sua mente funcionava agora, desconfiando de tudo, de todos.

Mas então outra voz surgiu, mais baixa… mais cansada.

Se você não for agora… nunca mais vai conseguir.

Ela engoliu em seco.

Se ficasse… sabia exatamente o que a esperava.

Controle. Vigilância. Prisão com aparência de luxo.

Se fosse…

Não sabia.

E talvez fosse exatamente isso que tornava aquela opção tão assustadora.

E tão necessária.

Lorena respirou fundo.

- Chega… - sussurrou para si mesma.

Era o suficiente.

Ela se abaixou e calçou o tênis.

O simples ato de trocar o salto fez algo dentro dela mudar. O corpo pareceu mais leve, mais firme, como se finalmente estivesse pronto para… correr. Fugir. Sobreviver.

Viver.

Quando saiu do banheiro, o mundo parecia outro.

Mais silencioso.

Mais perigoso.

Ela deu dois passos pelo corredor e parou.

Os seguranças estavam no chão.

O assistente também.

Imóveis.

O ar ficou preso em sua garganta.

Por um segundo, o medo foi absoluto.

Dante… fez isso?

A voz de Rafael ecoou em sua mente:

“Você não sabe do que ele é capaz.”

O estômago de Lorena se contraiu.

E se ele for pior?

Se eu estiver saindo de uma prisão… pra cair em outra?

- Eles só estão dormindo.

A voz veio atrás dela.

Lorena se virou bruscamente.

Era o homem do metrô.

O mesmo olhar atento, a postura firme - mas agora havia algo mais ali. Controle. Segurança.

- Não se preocupe - ele continuou, mais baixo. - Ninguém vai sair machucado.

Lorena ainda hesitou.

Ele percebeu.

- Vamos. Não temos muito tempo.

Ela assentiu, mesmo sem confiar totalmente.

Mas confiava mais nisso… do que em ficar.

E seguiu.

Os dois avançaram pelo corredor, passando pelos corpos desacordados. O silêncio era tão denso que cada passo parecia alto demais.

Pela primeira vez… ninguém a impedia de ir.

Ninguém a segurava.

Ninguém decidia por ela.

Ela estava indo embora.

De verdade.

Saíram pela porta dos fundos.

O ar da noite a atingiu como um choque.

Um carro já os esperava, motor ligado.

Tudo rápido demais. Organizado demais.

Planejado.

Lorena entrou no banco traseiro, o coração disparado.

A porta fechou.

O carro começou a se mover.

E, pela primeira vez em muito tempo…

Ela sentiu esperança.

O portão estava logo à frente.

Só mais alguns metros.

Só mais…

Um carro surgiu, bloqueando a saída.

Lorena congelou.

Trinta e oito 1

Trinta e oito 2

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