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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 46

Os olhos da mulher voltaram a percorrer a mesa, rápidos, precisos, quase cirúrgicos.

Passaram pelos investidores, por Theo, pelos assistentes ao fundo… cada rosto avaliado em frações de segundo, como se arquivasse informações que poderiam ser úteis mais tarde.

Até que encontraram Dante.

E ali pararam.

O sorriso mudou - ainda confiante, ainda provocador, mas agora com algo a mais. Algo… pessoal.

- Dante - disse ela, como se o nome fosse um presente. - Faz tempo.

Dante não se levantou nem estendeu a mão. Apenas inclinou levemente a cabeça, num gesto neutro o suficiente para ser educado… e distante o bastante para não convidar proximidade.

- Demolidora - respondeu, sem alterar o tom. - Já nos conhecemos?

A pergunta veio limpa, sem traço de reconhecimento, sem esforço para fingir.

Ela não pareceu se incomodar. Se houvesse um lugar vazio ao lado dele, teria ocupado sem hesitar. Mas não havia.

Porque, ao lado de Dante… já havia alguém.

Os olhos dela deslizaram para Lorena e, por um segundo - apenas um - algo brilhou ali. Não era hostilidade. Era avaliação. Rápida. Exata.

E então… descartada.

Como se Lorena fosse apenas um detalhe.

- Ele não gosta de peixe, querida - disse, voltando o olhar para Dante, como se a correção fosse natural.

Lorena manteve a postura, mas não respondeu.

Dante também não.

- Você parece me conhecer bem - ele disse, agora olhando diretamente para a mulher. - Já nos encontramos antes?

- Não exatamente - respondeu ela, com leveza. - Quando entrei na universidade, você já era… uma lenda.

Um pequeno sorriso se formou.

- Se não tivesse se formado tão rápido, talvez tivéssemos sido colegas.

E então, sem pedir permissão, ela se moveu.

Um gesto simples.

Tomou o lugar de Lorena e se sentou ao lado de Dante como se sempre tivesse pertencido ali.

Por um instante, o ar mudou - sutil, mas perceptível.

Dante não reagiu de imediato.

Mas seus olhos… não acompanharam o movimento dela.

Seguiram Lorena.

Enquanto ela se levantava. Enquanto se afastava. Enquanto cruzava a sala em direção a Theo.

Só então ele desviou, como se nada tivesse acontecido. Como se tivesse escolhido não reagir.

Do outro lado da sala, Theo já observava tudo com um interesse nada discreto.

Quando Lorena se aproximou, ele se inclinou levemente na direção dela.

- Parece que não vamos precisar oferecer tantas vantagens - murmurou. - Ela está mais interessada no chefe do que no contrato.

Lorena acompanhou a cena à distância por um segundo. Clara - agora a Demolidora tinha nome - já falava, ocupando espaço com naturalidade, como se estivesse conduzindo a própria negociação.

- Verdade… - respondeu Lorena, com cuidado. - Mas ele não tem namorada?

Theo soltou uma risada curta, dessa vez genuína.

- Tem uma única mulher que ele namoraria.

Ele fez uma pausa e olhou diretamente para Lorena.

- E ela não quer.

Lorena franziu levemente a testa, confusa.

Não fazia sentido.

Dante era…

Ela não terminou o pensamento. Porque, racionalmente, não havia lógica. Ele era bonito, jovem, poderoso, inteligente.

Alguém assim não era ignorado.

- Sério? - perguntou, quase sem perceber.

Theo apenas deu de ombros, como se aquilo fosse óbvio.

A conversa na mesa principal fluía com surpreendente facilidade.

Clara - ou Demolidora - não apenas acompanhava. Ela conduzia.

Respondia com precisão, desviava de armadilhas com naturalidade e, quando queria, provocava… só o suficiente para manter a atenção.

O contrato, que antes parecia rígido demais, agora avançava sem resistência.

Como Theo tinha previsto.

- Parece que ela veio mais preparada que nós - comentou ele, observando.

E tinha.

A exigência veio depois, leve, quase casual.

- Eu aceito os termos - disse Clara, apoiando o queixo na mão, olhando diretamente para Dante. - Mas com uma condição.

O silêncio foi imediato, curto, atento.

- Um jantar.

Uma pausa mínima.

- A sós com o grande fundador da Nexus Tech.

Alguns olhares se cruzaram pela mesa - curiosos, outros divertidos.

Dante abriu a boca para responder.

- Não…

Mas Theo foi mais rápido, dando um leve empurrão no braço dele.

- Claro que ele vai.

Simples. Natural.

Quarenta e sete 1

Quarenta e sete 2

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