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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 52

O celular vibrava no bolso de Lorena, mas ela não conseguia alcançá-lo.

Rafael a mantinha presa contra o colchão, o peso do corpo impedindo qualquer movimento real. A boca dele insistia, descendo pelo pescoço - lábios, dentes, respiração quente, tudo aquilo que um dia já tinha significado intimidade… agora era insuportável, errado, repulsivo.

Lorena virou o rosto, tentando escapar, o corpo reagindo com rejeição a cada toque.

- Rafael… para…

Ele não parou.

A boca subiu até a orelha dela, mordendo de leve, como se aquilo ainda fosse um jogo conhecido.

- Eu vou te odiar pra sempre se você continuar com isso - ela disse, a voz falhando, mas firme o suficiente.

Rafael levantou levemente a cabeça, os olhos ainda instáveis, fixos nela.

E sorriu.

- Tudo bem… - murmurou, voltando a se inclinar. - Ódio é melhor que indiferença.

Os dedos dele deslizaram pela cintura dela, apertando.

- E eu amo por nós dois.

A língua roçou a orelha dela, e o arrepio que percorreu seu corpo não era de prazer, era de repulsa.

Ela tentou se soltar de novo, com mais força dessa vez, mas ele a segurou com facilidade.

O celular dele começou a tocar, insistente, alto, mas Rafael ignorou completamente.

O mundo parecia reduzido àquilo: aquele quarto, aquele peso, aquela sensação sufocante.

Lorena não sabia quanto tempo aquilo durava, segundos, minutos, uma eternidade, até que a porta explodiu.

O som foi seco, violento, madeira cedendo sob um único golpe.

Rafael mal teve tempo de reagir.

Dante já estava dentro, os cabelos mais desalinhados que horas atrás, a respiração pesada e os olhos tomados por uma fúria que Lorena nunca tinha visto antes.

- Crápula!

A voz veio carregada de ódio puro.

No segundo seguinte, ele já estava em cima de Rafael.

O impacto foi brutal. O corpo de Rafael foi arrancado de cima de Lorena, jogado para o lado antes que pudesse se defender. O primeiro soco veio forte, direto, um estalo seco seguido por um jato de sangue.

Rafael caiu.

Mas Dante não parou.

Ele avançou, subindo sobre ele, e o segundo golpe veio, depois o terceiro, e mais um. Soco atrás de soco, sem pausa, sem controle.

A cena diante dos olhos de Lorena se distorceu por um instante.

Uma memória antiga. Outro dia. Outro lugar. Mas a mesma violência.

Só que, naquela vez, Dante estava no chão e Rafael estava por cima, rindo, batendo, enquanto vozes ao redor gritavam:

“B**e! B**e! B**e!”

Lorena balançou a cabeça, afastando a lembrança.

Aquilo não era o passado.

Mas Dante… também não estava parando.

- Dante!

Nada.

Mais um soco.

- Dante!

A voz dela saiu mais forte.

- Por favor, para! Você vai matar ele!

O punho de Dante parou no ar. A respiração pesada, o corpo tenso.

Então ele virou o rosto.

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