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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 69

Dante se virou para os jornalistas, o olhar frio, a postura ereta.

- Uma declaração - disse, a voz alta o suficiente para silenciar o burburinho. - Depois da cerimônia. Agora, por favor, respeitem o momento.

Os seguranças finalmente conseguiram conter o avanço, formando uma barreira entre os repórteres e o casal.

Dante ainda segurava a mão de Lorena.

- Vamos - sussurrou.

Ela deixou que ele a conduzisse.

Dante virou à direita, contornando o caminho de pedras que levava ao jardim principal, onde as cadeiras estavam dispostas em fileiras perfeitas e o altar coberto por flores brancas e azuis. Os seguranças já formavam uma barreira atrás deles, contendo os repórteres que ainda gritavam perguntas, os flashes disparando como tiros.

- Por aqui - disse ele, a voz firme, a mão ainda segurando a dela.

Lorena o seguiu sem hesitar.

O vestido arrastava na grama, as pontas do tecido se molhando levemente no orvalho da manhã, mas ela nem percebia. Só sentia a mão dele. Quente. Firme. Presente.

Dante a conduziu até o início do túnel formado pelas flores que levavam até o altar, onde o pai já estava posicionado. O ar estava perfumado, as pétalas brancas e azuis balançando suavemente com a brisa. Lá fora, os flashes ainda disparavam ao longe, e o burburinho entre os convidados se misturava ao som distante dos repórteres que os seguranças ainda continham.

Dante soltou a mão dela devagar, os dedos relutando em se separar. Seus olhos encontraram os dela por um instante longo demais para ser casual.

- É sua vez - disse, a voz mais baixa do que o habitual.

Lorena apenas assentiu.

Ele se afastou, tomando seu lugar ao lado do altar. A postura era firme, ereta, mas as mãos, ela notou, tremiam levemente.

Jonas se aproximou da filha, o braço já estendido.

- Pronta? - perguntou, a voz carregada de emoção.

Lorena enlaçou o braço do pai.

- Pronta.

Os músicos começaram a tocar, o quarteto de cordas que ela escolhera, a melodia suave se espalhando pelo jardim como um abraço. Os convidados se voltaram para ela, os olhares fixos, os sussurros cessando.

Lorena caminhou.

Cada passo parecia mais leve que o anterior, e ao mesmo tempo mais pesado. O coração acelerava, e ela precisava se lembrar a todo instante: é falso. É só uma encenação.

Mas o vestido era real. As flores eram reais. E o homem que a esperava no altar… parecia real demais.

No altar, Dante sentia o peito prestes a explodir.

Ele tentava manter a compostura, o rosto firme, a postura controlada. Mas algo dentro dele se desfazia a cada passo que Lorena dava em sua direção. A luz do sol incidia sobre o vestido, criando um brilho suave ao redor dela, e ele sentiu os olhos arderem.

Uma lágrima escapou.

Ele piscou, tentando conter, mas outra veio, e outra. As mãos, ao lado do corpo, tremiam.

Theo, na primeira fileira, observava boquiaberto. Nunca, em todos os anos de amizade, vira Dante chorar. Nem quando o avô o surrava até ele quase perder a consciência. Nem quando a família o tratava como lixo. Nem quando ele lutou para construir a Nexus Tech sozinho, contra todos.

Agora, ali, diante de uma mulher, ele chorava.

Setenta 1

Setenta 2

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