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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 85

O táxi parecia não querer chegar nunca.

Lorena olhou para o relógio do celular pela terceira vez em menos de dez minutos. Dez e quinze. Ela prometera compensar o atraso, mas nem tinha pisado na empresa ainda. O trânsito estava pior do que o habitual, e cada minuto parada no congestionamento aumentava a ansiedade.

Quando finalmente o táxi parou em frente à Nexus Tech, já passava das dez e meia.

Ela pagou a corrida, saiu do carro e entrou no lobby com passos rápidos. O segurança a cumprimentou com um aceno, a recepcionista sorriu, mas havia algo no ar uma tensão discreta, um burburinho diferente.

No elevador, Lorena tentou adivinhar. Talvez uma reunião de emergência. Talvez algum problema com o algoritmo. Talvez Dante estivesse irritado com o atraso.

As portas se abriram.

O andar da presidência estava agitado.

Funcionários circulavam com pastas, outros cochichavam em grupos, alguns tinham os olhos fixos na porta do escritório de Dante. Lorena franziu a testa.

- O que está acontecendo? - perguntou a uma das assistentes.

- Uma visita - a moça respondeu, os olhos brilhando. - Uma amiga do Dante. Ele mandou fechar a agenda da manhã toda.

Lorena sentiu algo se apertar no peito.

- Amiga?

- Sim. Uma modelo. Super famosa. Ela está lá dentro agora.

Antes que pudesse processar, uma voz atrás dela cortou o ar.

- Cuidado, querida.

Lorena se virou.

Clara estava ali, os braços cruzados, a expressão ácida, os olhos estreitos. Ela parecia uma fera pronta para atacar ou alguém que já tinha sido ferida.

- Sua posição de esposa pode estar em crise - continuou, a voz baixa, venenosa. - Ela é a primeira investidora do Dante. E também… a melhor amiga dele.

Lorena sustentou o olhar.

- Não estou em crise.

- Não? - Clara riu, sem humor. - Então por que está com essa cara de quem viu o chão sumir?

Lorena não respondeu.

Clara se aproximou, a voz ainda mais baixa.

- Ela é linda, famosa, rica. Conhece Dante há anos. E você… você é só uma esposa de mentira.

O golpe foi certeiro.

Lorena sentiu o sangue ferver, mas não deixou transparecer. Apenas se afastou, caminhando em direção à porta do escritório.

Clara não a seguiu.

Mas os olhos dela continuaram cravados em Lorena.

Ele está nervoso, pensou. Porque para os outros somos casados, e essa proximidade com outra mulher pode ser mal interpretada.

A explicação era racional. Lógica.

Já Dante estava nervoso porque tinha passado dois dias sem vê-la. Porque tinha mandado mensagens que ela não respondeu. Porque o beijo ainda estava fresco nos lábios dele.

E ela estava ali, na porta, com uma expressão enigmática que ele não conseguia decifrar.

O que teria acontecido na casa dos pais? Será que ela estava arrependida? Será que o beijo tinha sido um erro?

Dante deu um passo à frente.

- Lorena, essa é a Helena. Uma amiga antiga.

Helena se levantou, o sorriso ainda no rosto.

- Prazer - disse, estendendo a mão. - Você deve ser a esposa. Dante não para de falar de você.

Lorena apertou a mão dela. A pele era macia, as unhas perfeitas, o sorriso sincero demais para ser verdade.

- Prazer - respondeu, a voz neutra.

Por dentro, o coração batia descompassado.

Ela não sabia se sentia ciúmes, medo, ou apenas a certeza de que, ali, naquela sala, ela era a única que não pertencia.

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