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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 92

Lorena ficou ali, imóvel, os olhos fixos na pequena janela de vidro.

Helena ainda estava inclinada na direção do sofá. Lorena não conseguia ver Dante, não conseguia ver o que eles estavam fazendo. Apenas a silhueta da modelo, o vestido floral, os cabelos claros.

O coração doía.

A mão ainda hesitava na maçaneta.

- Vamos fazer a checagem.

A voz veio de trás, alta, profissional.

Lorena se sobressaltou. A enfermeira estava ali, com o carrinho de medicamentos, o jaleco branco impecável, a expressão apressada de quem tem uma lista longa de tarefas.

- A senhora está bem? - a enfermeira perguntou, franzindo a testa. - Está pálida.

- Estou - Lorena mentiu. - Só… distraída.

A enfermeira não esperou. Já abria a porta, empurrando-a com firmeza.

- Hora da checagem - anunciou, entrando no quarto como se fosse dona do lugar.

Lorena não queria olhar, tinha medo do que veria e não queria que fosse uma cena da esposa pegando uma traição em flagrante.

Mas foi inevitável.

A porta agora estava completamente aberta.

Helena estava em pé ao lado do sofá, a bolsa aberta sobre o assento. Ela segurava um frasco de vidro na mão algum medicamento, talvez. O rosto estava virado para Dante, e ela sorria, como se tivesse acabado de contar uma boa notícia.

Ao lado dela, um homem de meia-idade, cabelos grisalhos, jaleco branco por cima do terno. Ele segurava uma pasta e um estetoscópio pendurado no pescoço.

Lorena sentiu o sangue subir ao rosto.

- Lorena! - Dante chamou, levantando-se do sofá. - Ainda bem que voltou. Quero te apresentar o Dr. Rivera, ele é especialista em cardiologia.

O médico deu um passo à frente, estendendo a mão.

- Prazer em conhecê-la, Sra. Menezes. Helena me falou sobre o seu caso. Vamos cuidar de você.

Lorena apertou a mão dele, a própria mão trêmula, fazia algum tempo que ninguém a chamava de Sra. Menezes e agora ela era outra Sra. Menezes, aquilo era estranho.

- Obrigada - conseguiu dizer, a voz saindo mais baixa do que pretendia.

- Foi Helena quem conseguiu a consulta - Dante completou, o olhar grato na direção da amiga. - Ela não descansou enquanto não trouxe o médico aqui.

Lorena olhou para Helena.

A modelo sorria, os olhos verdes brilhando com uma sinceridade que doía.

- Que bom que você está melhor - disse Helena. - Fiquei muito preocupada quando soube.

Lorena não soube o que responder.

A vergonha subia pelo pescoço, pelas bochechas, queimando a pele.

Ela acabara de pensar em Dante e Helena fazendo alguma coisa num quarto de hospital.

O que estava acontecendo com ela?

Parecia que só pensava em besteira o tempo inteiro.

- Vamos ver como você está primeiro - o Dr. Rivera disse, pegando o aparelho de pressão. - Sente-se, por favor.

Lorena obedeceu, sentando-se na cama. A enfermeira já preparava o braço dela para a medição, enquanto o médico observava atento.

Dante se aproximou, ficando ao lado da cama.

- Está nervosa? - perguntou, baixo.

- Não - mentiu.

Ele não acreditou. Mas não insistiu.

A braçadeira apertou o braço de Lorena. O médico observou o mostrador, a testa franzida.

- Normal - disse, finalmente. - Pressão estável. Os exames de sangue também não acusaram nada fora do comum.

Dante soltou o ar.

- Que alívio.

- Mas vamos continuar monitorando - o médico completou. - Pode ser só o estresse, como a senhora mesma disse. Mas é melhor não arriscar.

Noventa e três 1

Noventa e três 2

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