O coração de Wilson disparou, dominado pelo pânico, mas ele forçou uma expressão tranquila.
— Menina boba, deve ser um mal-entendido, devem ter errado a pessoa. Por que o desespero? Você está prestes a ser a esposa do herdeiro da família Lucca, como pode não ter um pingo de compostura?
Adriana ofegou, trêmula.
— Não, não é engano... Eles estão segurando um... um...
Antes que ela pudesse terminar a frase, os policiais se aproximaram.
O oficial à frente segurava um mandado de prisão.
— O senhor é Wilson?
O nervosismo de Wilson tornou-se visível.
— Boa tarde, oficiais.
O rosto do policial era severo.
— Este é um mandado de prisão. Há evidências de seu envolvimento em múltiplos crimes, por favor, acompanhe-nos à delegacia imediatamente.
Wilson sofreu um choque brutal.
Como era possível?!
Ele havia destruído todas as provas!
E sempre fora meticuloso, não deixando nenhum rastro para trás.
Como poderiam ter provas contra ele?
— Oficiais, deve haver algum engano. Sou um cidadão que cumpre a lei! Meu grupo empresarial paga todos os impostos religiosamente, e eu frequentemente faço doações para a Cruz Vermelha...
— Guarde o discurso. Se não houvesse provas irrefutáveis, não estaríamos aqui com um mandado. Não prendemos inocentes.
— Oficiais, vocês com certeza...
— Levem-no.
A polícia não queria perder mais tempo.
— Sr. Carlos — o oficial virou-se para ele. — Gostaríamos que o senhor também nos acompanhasse, por favor.
Carlos estacou.
— Eu?
O policial explicou:
— Não se preocupe, é apenas para auxiliar nas investigações. Descobrimos a verdade por trás da morte do seu irmão, Nilton.
Carlos ficou estarrecido.
Ao lado, Adriana quase perdeu o equilíbrio.
— Qu... que verdade?
— Tudo será esclarecido na delegacia — respondeu o oficial.
— Peço desculpas, mas hoje é o funeral da minha avó — disse Carlos, recompondo-se. — Poderiam esperar que eu termine meus deveres familiares para, então, comparecer?
— Certo — Adriana apertou o braço dele com força. — Carlos, eu só tenho você agora. Você tem que me ajudar.
Só tinha ele...
É. Aquela mulher de quem ele gostou no passado, de agora em diante, provavelmente só teria a ele mesmo.
Clube Exclusivo.
Em um dos camarotes mais luxuosos, três homens compartilhavam a mesma aura.
Uma nobreza indisfarçável, uma postura impecável, estaturas imponentes e uma presença esmagadora em cada movimento.
Um dos membros desse trio de elite estava sentado diante das janelas de vidro do chão ao teto, encostado no sofá. A iluminação fraca escondia seus traços.
Mas a frieza que exalava de seu corpo era suficiente para manter qualquer um a uma distância segura.
Sendo um de seus melhores amigos, no entanto, Fábio não se intimidou nem um pouco com a atmosfera gélida. Aproximou-se sorrindo, equilibrando dois copos de uísque.
Entregou um ao homem envolto em sombras.
E o outro a Afonso.
— Wilson foi arrastado pela polícia bem no meio do funeral da Franciely, sob o olhar de toda a elite. Foi patético. Dessa vez, ele não tem como escapar. É prisão perpétua ou algo pior, com certeza.
— Cícero, o mérito é todo seu — completou Fábio.
O homem chamado Cícero girou suavemente o líquido âmbar no copo.
— O mérito é do Afonso. Eu apenas fiz o trabalho braçal.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...