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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 812

A polícia não queria que a situação se complicasse e sugeriu um acordo entre as partes.

Temendo pela própria imagem, Carlos aceitou as condições. Após assinar a papelada, saiu marchando com a cara amarrada.

Isadora não o seguiu. Ficou sentada por mais algum tempo antes de caminhar até Fábio.

— Você é realmente uma piada.

Fábio massageava o ombro dolorido e sequer se deu ao trabalho de olhá-la.

— Vai se ferrar.

Isadora engoliu em seco e ergueu a mão para esbofeteá-lo.

Num piscar de olhos, Fábio agarrou o pulso dela com força.

— Eu te avisei que aquele tapa foi a primeira e a última vez. Se encostar um dedo em mim de novo, eu quebro o seu braço.

Ele a empurrou de lado com violência. Isadora cambaleou e quase caiu. Naiara acompanhou a cena sem mover um músculo para ajudá-la.

Que ficasse assim. O destino de cada uma já estava selado e elas seguiriam caminhos distintos.

Isadora partiu, deixando no ar uma sensação sombria de quem jamais olharia para trás.

A única preocupação de Naiara era com os ferimentos de Fábio.

— Vamos para o hospital fazer uns exames.

Ele deu de ombros.

— Não foi nada, só uns cortes superficiais, não machucou nenhum osso. Quanto menos eu pisar em hospital, melhor.

Naiara conhecia os traumas dele, então engoliu a palavra "hospital".

— Então vamos para o apartamento no Pátio do Luar. Lá tem um kit de primeiros socorros, eu limpo os seus machucados.

Fábio parecia muito mais preocupado com ela.

— Já está tarde, eu te levo para casa. Esses machucados não são nada, não se preocupe.

— Mas...

— Chega, seja boazinha e vá para casa — insistiu Fábio, empurrando-a levemente pelas costas. — Se você demorar mais, a Felícia vai ficar louca de preocupação, e a Natália também.

Isso era verdade. Sempre que ela demorava, Felícia e a pequena Natália ficavam vigiando a porta para garantir que estava segura.

Sentir que alguém a esperava em casa era, de fato, reconfortante.

Do lado de fora da delegacia, um carro os aguardava. Fábio arrastou Naiara até o veículo.

A porta do motorista se abriu e, quando Naiara viu o homem que desembarcou, seu coração pareceu parar por longos segundos.

Era o Afonso.

E do banco do passageiro desceu mais alguém. Cícero.

Os olhos de Cícero caíram sobre a maçã do rosto de Fábio, onde uma mancha roxa começava a se formar.

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