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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 939

Ele era sempre assim: inabalável em sua racionalidade, perfeitamente ciente de qual era a prioridade no momento.

Naiara sentou-se quieta no sofá, desfrutando daquele cuidado minucioso e atencioso. Afonso segurou o secador, ajustou a temperatura para o ar morno e, ainda insatisfeito, testou o calor na palma da própria mão antes de direcioná-lo aos cabelos dela.

Assim que os fios estavam secos, Naiara ouviu um barulho vindo do lado de fora do quarto.

Era a voz de Natália.

— Felícia, por que você tá me puxando? Eu quero ver o Tio Afonso!

A resposta de Felícia foi abafada, impossível de se entender. Mas logo depois, a vozinha de Natália soou de novo:

— Ah, é verdade! Não podemos atrapalhar o momento do casalzinho.

Logo em seguida, o corredor mergulhou no silêncio.

Naiara e Afonso trocaram um olhar e, numa sintonia perfeita, caíram na risada.

Naiara verificou as horas no relógio.

— Já está tarde. Você vai voltar para casa ou vai dormir aqui?

— Eu queria muito ficar com você, mas não tenho roupas limpas aqui. Tenho medo que você sinta nojo de mim se eu dormir com a mesma roupa.

— Nós temos — respondeu Naiara, com simplicidade.

Afonso piscou, surpreso. — Temos o quê?

— Roupas limpas para você. Suas peças.

Os dedos longos de Afonso deslizaram pelos fios do cabelo dela. Sua voz, suave, transparecia uma pitada de incredulidade:

— Você preparou roupas para mim aqui?

Naiara sorriu. — Uhum.

— Quando você arrumou isso?

— No dia seguinte depois de eu ter te dito 'vamos tentar'. Quando saí do trabalho, passei no shopping a caminho de casa e comprei.

Afonso não conseguiu esconder o calor que lhe invadiu os olhos. Talvez para evitar que ela ficasse envergonhada, provocou com um tom brincalhão:

— Então quer dizer que você já estava de olho em mim faz tempo.

Naiara passou os braços ao redor do pescoço dele, os olhos brilhando de diversão.

— Sim, eu já estava de olho em você. Mas decidi ser como o pescador paciente: um anzol sem curva e sem isca, esperando o peixe morder por vontade própria.

Afonso sentou-se, afastou bem as pernas e, segurando-a pela cintura, a trouxe para sentar no meio do seu colo.

Ele passou os braços pelas costas dela e repousou as mãos delicadamente sobre o ventre arredondado.

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