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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 965

*Cof, cof.*

As duas tosses forçadas fizeram Naiara esconder o rosto no peito de Afonso, rindo baixinho de vergonha.

Fábio se aproximou, a voz transbordando provocação.

— Afonso, quanta pressa, hein! Os seus amigos estão bem aqui. Além do mais, a Naiara ainda está de resguardo pós-parto, segura esse fogo aí.

Afonso riu, sem demonstrar a menor vergonha.

— Eu já me segurei esse tempo todo, acha que não aguento mais uns dias?

Cícero saiu do quarto do bebê com a expressão enigmática.

— Afonso, percebi que você mudou.

Afonso puxou Naiara pela mão e os dois sentaram-se juntos no sofá.

— Mudei em quê?

Cícero ajustou as mangas do paletó.

— Você se revelou um falso puritano.

...

Fábio soltou uma gargalhada estrondosa.

— Não é que ele se revelou! O homem sempre foi um falso puritano. Só que, antes de ficar com a Naiara, ele vivia fazendo pose de cara sério, guardando tudo pra ele!

Ele virou-se para Naiara, ainda rindo.

— Diz aí, Naiara, você não tem vergonha desse sem-vergonha do seu marido, não?

Naiara aninhou-se nos braços de Afonso, sorrindo docemente.

— Eu gosto dele assim. Gosto dele de qualquer jeito.

Fábio ficou sem palavras.

— ...

— Beleza! Finjam que eu não disse nada. O trouxa sou eu.

Para coroar a declaração, Afonso, bem na frente dos dois, depositou um beijo sonoro na bochecha de Naiara, premiando a resposta perfeita.

Depois de mais algumas piadas, Cícero entregou a Naiara um envelope de papel pardo.

— O meu presente de boas-vindas para o meu afilhado.

Naiara, curiosa, fez menção de abrir.

— Só abra depois que formos embora — advertiu Cícero.

Fábio não ficou para trás e estendeu o seu próprio envelope.

— Aqui está o meu.

Naiara segurou a curiosidade e guardou os dois.

— Obrigada, meninos.

Cícero se levantou, abotoando o paletó.

— Já vimos o bebê, já entregamos os presentes. Não vamos mais atrapalhar o momento do casalzinho.

Cícero não brincava em serviço.

Em seguida, ela abriu o envelope de Fábio.

Dentro, havia apenas um cartão de banco.

O cartão parecia familiar.

Afonso, observando por cima do ombro dela, explicou:

— É o mesmo cartão que eu dei a ele como presente de casamento daquela vez. Ele contém todos os lucros do Pavilhão Imperial.

A lembrança daquele fatídico "casamento" trouxe a Naiara um traço de melancolia.

— Mas eu aposto que a quantia que tem nesse cartão agora é infinitamente maior do que a que você deu a ele na época.

Afonso não tinha a menor dúvida.

— Com certeza.

Naiara olhou para o cartão e para a escritura.

— Eles dão o sangue por você, Afonso.

Ele a abraçou por trás, apoiando o queixo no ombro dela.

— Quando o avião caiu e, dias depois, eu vi o Cícero aparecendo lá em Zorah para me resgatar... sabe no que eu pensei?

Naiara virou o rosto para encará-lo.

— No que você pensou?

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