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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 152

— Como? — sussurrou, surpreso por Odete saber do que havia acontecido em seu escritório na noite em que expulsou Sara de casa.

Vendo o constrangimento no olhar dele, ela fez um gesto com a mão, como se pedisse que ele não pensasse demais sobre aquilo.

— O senhor não devia se preocupar em como eu sei — disse ela. — E sim, em quem viu vocês lá.

Ele arregalou os olhos no mesmo instante, entendendo o que ela queria dizer.

— Ela nos viu?

— Sim, senhor. Eu confesso que fiquei confusa com o que havia acontecido, porque a vi indo em direção ao escritório, decidida a se explicar para o senhor. Mas, em poucos minutos, ela voltou chorando. Perguntei o que houve, mas ela saiu correndo dali… e depois disso nunca mais a vi.

Ele apertou os olhos e fechou os punhos, tomado pela raiva de si mesmo por ter se permitido ser tão vulnerável daquele jeito.

— Odete… — começou, mas parecia que não conseguia encontrar as palavras. — O que aconteceu naquela noite entre mim e Lorena foi um erro.

— Um erro ou não, custou a reconciliação entre o senhor e a Sara.

Ele mordeu o lábio e assentiu, nervoso. Tudo o que a mulher dizia fazia sentido.

— E sabe o que é pior de tudo, senhor? — Ela continuou. — É que a Lorena conseguiu exatamente o que queria desde o momento em que a Sara entrou naquela casa: tirá-la dali.

— Não pode culpar apenas a Lorena — disse ele, tentando se justificar.

— Não posso? — riu nervosa, sem acreditar que ele estava defendendo-a. — Como o senhor explica a aparição dela na fazenda justamente na noite em que tudo aconteceu?

Havia sentido no que a mulher dizia, e aquilo o deixava cada vez mais nervoso. No entanto, uma coisa não saía de sua mente.

— Mas por que diabos Sara foi até aquele estábulo se podia pedir a você que fizesse isso?

— Porque, naquela noite, sua mãe me atribuiu algumas tarefas no escritório e disse que estava com pressa.

— A minha mãe?

— Na hora, achei até normal o que ela me mandou fazer, já que eu estava ali cobrindo as férias da Lorena. Mas, depois de tudo o que aconteceu, percebi que foi coincidência demais ela me manter ocupada.

Renato passou a mão pelo cabelo, inquieto.

— Pelo amor de Deus… eu sei que minha mãe não é flor que se cheire, mas ela não faria isso premeditado. Acusá-la disso já soa até injusto.

— O senhor acredita mesmo no que diz? — Indagou, séria. — Ninguém melhor do que o senhor para conhecer o gênio da sua mãe. Ainda mais depois de tudo o que ela fez com a Sara naquela casa.

Ele ficou em silêncio, absorvendo cada palavra.

— Eu não tenho nenhuma prova — continuou Odete —, mas sei que sua mãe também tem alguma coisa com isso. Ainda mais porque foi ela quem viu a Sara conversando com o Humberto e pedindo para ele comprar os testes na farmácia.

Tudo começava a se encaixar na mente dele, a cada coisa que ouvia. E a sensação pesada de ter sido enganado pela própria mãe lhe causava repulsa.

Como ela teve coragem de fazê-lo sofrer daquela forma? Depois de tudo o que já havia passado.

— Não pode ser… — disse, sentindo um aperto no peito.

— Sei que deve ser horrível para o senhor descobrir isso dessa forma, mas essa é a verdade.

Ele passou a mão pelo rosto, abatido.

152: Mensagem anônima 1

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