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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 153

Ao ver que o ex-patrão havia ficado pálido, encarando a tela do celular, Odete se aproximou, preocupada, e perguntou no mesmo instante:

— Aconteceu alguma coisa, senhor?

Ele não respondeu. Continuava paralisado, com os olhos presos na foto de Sara, com a mão sobre a barriga… ao lado de Alessandro.

— Não pode ser… — sussurrou.

— O que houve? — Odete insistiu.

Então, ele virou a tela do celular para ela. Odete viu a imagem e franziu a testa.

— Quem é esse homem?

A mandíbula dele se contraiu.

— Esse é o homem que, além de tentar destruir o meu casamento… tentou acabar com a minha vida.

Os olhos de Odete também se arregalaram.

— Meu Deus…

Passando a mão pelo rosto, Renato já começava a ficar inquieto. O coração batia forte demais, e um gosto amargo subiu por sua garganta.

Como Sara foi parar ao lado de Alessandro?

A pergunta martelava sem parar em sua cabeça.

Ele se levantou de repente, andando de um lado para o outro na pequena sala.

— Isso não faz sentido… não faz sentido nenhum…

Na foto, Sara estava visivelmente grávida. E, pior, parecia… próxima demais daquele homem.

A legenda voltou a queimar em sua mente.

“Pai é quem cria.”

Os punhos dele se fecharam com força.

— Não… — murmurou, com a voz rouca. — Ele não faria isso… e ela…

Mas a dúvida já tinha sido plantada.

— Se acalme, senhor — pediu Odete, vendo o quanto ele estava nervoso.

Renato soltou uma risada curta e sem humor.

— Como posso me acalmar? — questionou, alterando a voz. — Como a Sara foi parar ao lado desse desgraçado?

Ele voltou a andar de um lado para o outro, passando a mão pelos cabelos, claramente à beira do descontrole.

— Isso não está certo… não está nada certo.

Odete o observava com atenção, tentando manter a calma por ele.

— Senhor, tente pensar com a cabeça fria.

— Com a cabeça fria? — bradou, nervoso. — Neste momento, a Sara está ao lado desse monstro, e você quer que eu pense com a cabeça fria?

O peito dele subia e descia rápido demais, e a mão que segurava o celular tremia outra vez. Odete não se intimidou. Pelo contrário, deu um passo mais perto, falando com segurança:

— É exatamente por isso que o senhor precisa se controlar.

Ele passou a mão pelos cabelos, claramente à beira de perder a paciência.

— Você não entende o tipo de homem que ele é…

— E o senhor não entende — ela retrucou, sem elevar a voz — que, se agir por impulso de novo, pode acabar afastando a Sara de vez.

As palavras o atingiram em cheio fazendo-o travar por um segundo. A lembrança daquela noite, dela chorando, sendo arrastada por ele, voltou como um pesadelo horrível.

— A menina estava sozinha, fragilizada… sem ter para onde ir — ela continuou.

— Você acha… — ele engoliu em seco — …que ela pode ter aceitado ajuda dele?

153: Pesadelo 1

153: Pesadelo 2

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