Ao ver que o ex-patrão havia ficado pálido, encarando a tela do celular, Odete se aproximou, preocupada, e perguntou no mesmo instante:
— Aconteceu alguma coisa, senhor?
Ele não respondeu. Continuava paralisado, com os olhos presos na foto de Sara, com a mão sobre a barriga… ao lado de Alessandro.
— Não pode ser… — sussurrou.
— O que houve? — Odete insistiu.
Então, ele virou a tela do celular para ela. Odete viu a imagem e franziu a testa.
— Quem é esse homem?
A mandíbula dele se contraiu.
— Esse é o homem que, além de tentar destruir o meu casamento… tentou acabar com a minha vida.
Os olhos de Odete também se arregalaram.
— Meu Deus…
Passando a mão pelo rosto, Renato já começava a ficar inquieto. O coração batia forte demais, e um gosto amargo subiu por sua garganta.
Como Sara foi parar ao lado de Alessandro?
A pergunta martelava sem parar em sua cabeça.
Ele se levantou de repente, andando de um lado para o outro na pequena sala.
— Isso não faz sentido… não faz sentido nenhum…
Na foto, Sara estava visivelmente grávida. E, pior, parecia… próxima demais daquele homem.
A legenda voltou a queimar em sua mente.
“Pai é quem cria.”
Os punhos dele se fecharam com força.
— Não… — murmurou, com a voz rouca. — Ele não faria isso… e ela…
Mas a dúvida já tinha sido plantada.
— Se acalme, senhor — pediu Odete, vendo o quanto ele estava nervoso.
Renato soltou uma risada curta e sem humor.
— Como posso me acalmar? — questionou, alterando a voz. — Como a Sara foi parar ao lado desse desgraçado?
Ele voltou a andar de um lado para o outro, passando a mão pelos cabelos, claramente à beira do descontrole.
— Isso não está certo… não está nada certo.
Odete o observava com atenção, tentando manter a calma por ele.
— Senhor, tente pensar com a cabeça fria.
— Com a cabeça fria? — bradou, nervoso. — Neste momento, a Sara está ao lado desse monstro, e você quer que eu pense com a cabeça fria?
O peito dele subia e descia rápido demais, e a mão que segurava o celular tremia outra vez. Odete não se intimidou. Pelo contrário, deu um passo mais perto, falando com segurança:
— É exatamente por isso que o senhor precisa se controlar.
Ele passou a mão pelos cabelos, claramente à beira de perder a paciência.
— Você não entende o tipo de homem que ele é…
— E o senhor não entende — ela retrucou, sem elevar a voz — que, se agir por impulso de novo, pode acabar afastando a Sara de vez.
As palavras o atingiram em cheio fazendo-o travar por um segundo. A lembrança daquela noite, dela chorando, sendo arrastada por ele, voltou como um pesadelo horrível.
— A menina estava sozinha, fragilizada… sem ter para onde ir — ela continuou.
— Você acha… — ele engoliu em seco — …que ela pode ter aceitado ajuda dele?


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa substituta: Prometo te odiar!