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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 172

A proposta fez Alessandro parar para pensar um pouco. Ele encarou bem a face de Renato e viu que ele estava mesmo disposto a dar ou fazer qualquer coisa por Sara, e era aquilo mesmo que ele queria, no entanto, queria provocá-lo o quanto pudesse, para tornar aquele embate mais divertido.

— Por que acha que eu iria querer alguma coisa?

O cinismo estampado no rosto do ex-amigo só fazia a irritação de Renato crescer ainda mais. Mesmo assim, ele se esforçava para manter o controle.

— Pare com isso e diga logo o que quer! — repetiu, agora visivelmente impaciente. — Todo homem tem um preço, e sei que, depois de tudo o que fez, você não seria diferente.

Alessandro apenas o observava, como se estivesse se divertindo com aquela reação.

— Eu sei que foi você o mandante do atentado contra mim. E é só uma questão de tempo até que isso seja descoberto. Então aproveite a oportunidade que estou te dando e diga de uma vez o que quer… para deixar a Sara em paz e sair da minha vida.

Alessandro permaneceu alguns segundos em silêncio, observando Renato com um olhar de diversão e desprezo. Então soltou uma risada baixa, passando a mão pelo queixo como se estivesse analisando uma proposta curiosa.

— Olha só… — disse, por fim. — O grande Renato finalmente disposto a negociar.

Ele deu alguns passos lentos ao redor dele, como um predador estudando a presa.

— Confesso que isso é quase emocionante… Esperei isso de você quando levei a Raquel comigo, mas, quando percebi que você estava interessado na irmã dela… não pude deixar de ficar curioso. O que será que a Sara tinha para chamar tanto a sua atenção?

Renato sentiu o sangue ferver nas veias.

— Pare de brincar comigo — rosnou, já perdendo a paciência.

— Eu não estou brincando — respondeu. — Na verdade, estou impressionado. Você veio até aqui, atravessou meio mundo, engoliu o orgulho… tudo por causa dela.

Ele inclinou levemente a cabeça.

— Ou talvez por causa do filho que ela está esperando.

O comentário fez um sentimento estranho surgir em Renato. Ele nunca havia se sentido tão encurralado na vida como estava sendo naquele instante.

— Não se atreva a envolver essa criança nos seus jogos.

— Jogos? Você ainda acha que isso é um jogo?

Ele parou diante dele outra vez.

— Não, Renato… isso é muito mais interessante do que um jogo.

— Chega de rodeios. O que você quer?

Alessandro o encarou por alguns segundos, como se estivesse realmente pensando naquilo pela primeira vez, depois deu de ombros.

— Sabe de uma coisa? — disse, com um tom despreocupado. — Acho que você tem razão.

Renato franziu o cenho.

— Sobre o quê?

— Sobre todo homem ter um preço.

Ele deu um pequeno sorriso, cheio de segundas intenções.

— Mas a questão não é se eu tenho um preço… — fez uma breve pausa, encarando-o diretamente. — A questão é se você estaria disposto a pagá-lo.

Renato não hesitou.

— Se isso significar tirar a Sara das suas mãos… sim.

Aquilo pareceu diverti-lo ainda mais.

— Impressionante.

Ele deu alguns passos para trás, enfiando as mãos nos bolsos.

— Eu realmente não esperava que você fosse chegar a esse ponto.

O silêncio caiu entre os dois por um momento, então Alessandro voltou a falar.

— Sabe o que é curioso?

Renato não respondeu.

— Durante anos eu imaginei muitas formas de destruir você… — comentou. — Mas nunca pensei que seria você mesmo quem viria até mim oferecendo tudo de bandeja.

— Eu não estou implorando.

Alessandro soltou uma risada baixa.

— Não? Então eu deveria esperar que implorasse. O que acha? — zombou.

Mesmo tentado a responder, Renato não disse nada, por isso Alessandro continuou:

— Mas fique tranquilo… só de te ver assim, como um cãozinho humilhado na porta da minha casa, já me deixa satisfeito.

Renato ficou em silêncio, esperando.

— E, como já disse, vou pensar no que quero em troca.

— Pensar? — Renato repetiu, irritado. — Você já planejou tudo isso durante anos.

— Planejei muitas coisas — respondeu Alessandro. — Mas confesso que essa parte… ficou mais interessante do que eu imaginava.

Ele começou a se afastar.

— Quando eu decidir o que quero, você será o primeiro a saber.

Renato o observou com desconfiança.

— E até lá?

Alessandro parou e voltou o olhar para ele.

— Até lá… — disse, com um sorriso frio — espero que fique bastante angustiado.

Ele começou a caminhar de volta em direção ao portão lateral, antes de sair, porém, parou e olhou por cima do ombro.

— Só espero que, quando eu fizer o meu pedido, você tenha coragem de aceitá-lo. Caso contrário, vai se arrepender amargamente de não ter conseguido salvar a sua querida Sara… e o pestinha que ela carrega no ventre.

E, sem esperar resposta, Alessandro atravessou o portão, deixando Renato sozinho, com a sensação inquietante de que estava com as mãos atadas.

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