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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 194

Percebendo o silêncio do outro lado da linha, o advogado voltou a falar:

— Senhor Salles… ainda está aí?

Renato saiu de seus pensamentos no mesmo instante.

— Sim, estou — respondeu depressa. — É que… isso é muita coisa para absorver.

— Eu imagino, senhor — disse o homem, em tom compreensivo. — Mas, como o senhor me contratou para cuidar do caso, preciso terminar de atualizá-lo sobre os acontecimentos.

Renato franziu o cenho.

— Tem mais?

— Sim, senhor.

Houve uma breve pausa antes de ele continuar.

— Eu e minha equipe conseguimos agir rapidamente em relação às movimentações financeiras que o Alessandro havia feito.

Renato ficou mais atento.

— E o que tem?

— Conseguimos bloquear as contas antes que ele conseguisse movimentar o valor que o senhor transferiu para ele.

O coração de Renato acelerou.

— Está dizendo que…

— Sim, senhor — confirmou o advogado. — Os cem milhões de dólares que o senhor transferiu para ele foram bloqueados judicialmente.

— Isso significa que o dinheiro não foi perdido.

— Exatamente.

O advogado continuou:

— A justiça já autorizou o congelamento definitivo das contas vinculadas a ele. Agora o processo para reversão do valor já foi iniciado.

— E quando esse dinheiro volta para mim?

— Se tudo correr como previsto, o valor deverá ser devolvido ao senhor em breve.

Por alguns segundos, Renato permaneceu em silêncio. Devia estar contente com aquela notícia.

Cem milhões de dólares voltando para sua conta era algo que qualquer pessoa comemoraria, mas, naquele momento, percebeu que havia problemas muito mais importantes em sua vida e que nem todo aquele dinheiro seria capaz de resolver.

— Fico feliz em ver o quanto o senhor e sua equipe são eficientes — disse Renato.

— Que bom saber que o senhor está satisfeito — respondeu o advogado, em tom profissional. — Vou deixá-lo descansar agora. Qualquer novidade, entro em contato novamente.

— Obrigado.

— Tenha uma boa noite, senhor Salles.

Após desligar a ligação, Renato permaneceu alguns instantes parado no meio do quarto, mas logo percebeu que não conseguiria ficar ali por muito tempo.

A inquietação dentro dele era grande demais. Caminhou de um lado para o outro pelo quarto, passando a mão pelos cabelos, tentando organizar os pensamentos. Mas era inútil.

Sempre acabava pensando na mesma pessoa.

— O que uma pessoa tão sem graça fez para chamar a atenção de um homem como Renato? — murmurou entre os dentes.

Ela continuava parada ao lado da cama, olhando para Sara com desprezo. Não conseguia entender, nunca havia conseguido. Sara não tinha nada de extraordinário aos olhos dela; era simples, discreta e quase apagada.

Então, por que Renato havia se interessado justamente por ela?

Por que, entre tantas mulheres, ele a havia escolhido?

Aquela pergunta a consumia por dentro e quanto mais pensava nisso, mais irritada ficava.

Seu olhar voltou a se fixar na barriga de Sara e aquilo parecia piorar tudo.

— Era para ser eu… — sussurrou, amargurada.

Porque, na cabeça dela, aquela história havia sido roubada dela. A vida que Sara estava vivendo… deveria ser sua.

Fechando os punhos com força, Lorena sentiu a decisão se formar dentro de si como algo inevitável. Aquilo precisava acabar ali, naquele momento.

Do outro lado da cama, havia um travesseiro solto. Pegando-o com cuidado, levantou-o lentamente, preparando-se para pressioná-lo contra o rosto de Sara.

— Tudo isso acaba agora… — murmurou, quase sem voz.

Lorena apertou o travesseiro entre as mãos, sentindo o coração bater com força no peito. Seus olhos estavam fixos em Sara, que continuava dormindo profundamente, alheia ao perigo que se aproximava.

Estava decidida, se não pudesse ter Renato… então ninguém mais teria.

Seus braços desceram com força, pressionando o travesseiro contra o rosto de Sara. No mesmo instante, ela despertou assustada e começou a se debater, tentando se livrar do peso que a sufocava.

Quando pensou que finalmente estava conseguindo o que queria, Lorena se assustou com o barulho da porta do quarto sendo aberta bruscamente e, no mesmo instante, viu a figura de Renato surgir ali, parado na entrada.

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