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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 200

Quando saiu do quarto de Sara, Odete seguiu para a cozinha com a intenção de preparar o café da manhã para Renato. Mas, ao entrar, se surpreendeu ao vê-lo já de pé, encostado na bancada da pia.

— Bom dia, senhor.

— Bom dia, Odete.

Ela o observou por um instante.

— Conseguiu descansar um pouco?

Renato soltou um leve suspiro.

— Não… — confessou. — Por isso resolvi levantar de uma vez. Ficar naquela cama, virando de um lado para o outro, não me ajuda em nada.

Odete assentiu, compreensiva, sem saber muito bem o que dizer.

— A Sara já está acordada? — perguntou ele, quase de imediato.

— Sim, senhor. Acabei de levar o café dela.

Renato pareceu mais atento.

— E como ela está?

— Aparentemente… mais tranquila.

Ele passou a mão pelos cabelos, inquieto.

— Você acha que seria uma péssima ideia se eu fosse agora ao quarto dela?

Odete hesitou por um instante.

— Eu… não sei — respondeu com sinceridade.

Odete o observou por alguns segundos, analisando sua expressão. Era evidente o quanto ele estava inquieto.

— Acho que depende de como o senhor vai chegar lá — completou, com cuidado.

Renato franziu levemente o cenho.

— Como assim?

— Se o senhor for com calma… sem pressionar… pode ser bom.

Renato ficou em silêncio por um instante.

— Mas, se for com pressa… querendo resolver tudo de uma vez… — ela fez uma pausa — talvez acabe afastando ainda mais.

Ele respirou fundo, sabia que ela tinha razão.

— Ela… disse alguma coisa? — perguntou, com certa cautela.

Odete pensou por um segundo antes de responder.

— Disse que está cansada… e que precisa de tempo.

Ele baixou o olhar.

— Eu imaginei.

— Mas também… — acrescentou Odete, com um leve sorriso — não parece tão fechada quanto antes.

Ele levantou os olhos rapidamente.

— O que quer dizer com isso?

— Quero dizer que… talvez exista uma chance — respondeu ela.

O coração dele acelerou levemente.

— Só que essa chance… — continuou — vai depender muito do senhor.

Pensativo, Renato passou a mão pelos cabelos.

— Eu não quero errar de novo.

— Então não erre.

Ele soltou um leve suspiro e, após alguns segundos, tomou uma decisão.

— Eu vou falar com ela.

Odete assentiu.

— Vá com calma, senhor.

Fazendo um pequeno gesto de concordância, ele saiu da cozinha em direção ao quarto de Sara, com o coração mais acelerado do que gostaria de admitir. Ele bateu na porta com cuidado e esperou até ouvir a voz dela permitindo a entrada.

Ao abrir, seu olhar encontrou imediatamente os olhos verdes de Sara.

Aqueles olhos… Tinham um poder que o desarmava por completo.

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