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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 201

— Olha… — ele continuou, um pouco receoso antes de tocar no assunto.

Estava hesitante, como se estivesse escolhendo bem as palavras.

— O que você acha de ir ao médico… ver como o bebê está? Depois de tudo o que você passou nesses últimos dias… acho importante fazer alguns exames. Só para ter certeza de que está tudo bem.

Houve um pequeno silêncio antes de ela responder.

— É uma boa ideia.

A resposta veio rápida e simples, surpreendendo Renato. Por um instante, ele apenas a encarou, como se não esperasse que ela concordasse tão facilmente.

— Então… — disse ele, tentando disfarçar a leve surpresa — posso marcar uma consulta ainda hoje?

Sara assentiu.

— Pode.

— E eu queria muito ir com você… — acrescentou ele, com cautela.

— Tudo bem — respondeu, sem hesitar.

Renato pareceu surpreso outra vez.

— E… entrar na sala de consulta também — completou, como se quisesse deixar claro, achando que ela talvez não tivesse entendido.

Sara manteve o olhar nele por alguns segundos.

— Eu entendi, Renato.

A resposta foi calma e sem resistência.

Ele assentiu de leve, absorvendo aquilo.

— Obrigado.

Antes de continuar a falar, ela mordeu levemente os lábios.

— Esse bebê também é seu — disse, em tom mais baixo. — E por mais que tenhamos as nossas diferenças, você tem o direito de acompanhar.

Naquele instante, ele abriu um sorriso largo. Era a primeira vez em dias que se sentia verdadeiramente bem. O que Sara havia acabado de dizer despertou algo novo dentro dele, um ânimo que já nem lembrava mais como era.

Seu semblante, antes cansado e abatido, mudou aos poucos, dando lugar a uma expressão mais leve… quase esperançosa, e seus olhos ganharam um brilho diferente, como se, finalmente, enxergasse uma pequena luz no meio de tudo o que havia vivido.

— Obrigado… — repetiu, em voz baixa. — Obrigado mesmo.

Mesmo sem querer, Sara percebeu a mudança nele e aquilo não passou despercebido. Porque naquele instante não era o Renato frio e arrogante que estava diante de si, e sim alguém que parecia, de verdade, disposto a recomeçar.

— Vou organizar tudo — disse ele, visivelmente mais animado. — Agora descanse mais um pouco. Assim que eu tiver o horário da consulta, pedirei para a Odete te avisar.

— Tudo bem.

Ele assentiu e se afastou do quarto. Assim que a porta se fechou atrás de si, caminhou alguns passos pelo corredor… até parar no meio do caminho.

Como se tentasse conter tudo o que estava sentindo, levou a mão ao peito, respirando fundo.

— Obrigado, meu Deus… — murmurou, fechando os olhos por um instante, como se fizesse uma prece silenciosa.

O que sentia era mais do que alívio, era esperança.

No mesmo instante, Odete apareceu no corredor. Ao vê-lo ali, parado daquela forma, com uma expressão tão diferente da que estava antes, ela abriu um sorriso discreto.

Não precisou perguntar nada, só de olhar, já havia entendido. A conversa naquele quarto havia dado certo.

— Parece que as coisas estão melhorando, senhor — comentou, com leveza.

Sara sentiu o calor da mão dele envolvendo a sua, firme e segura. Seu coração acelerou levemente, mas, dessa vez, não recuou.

Renato, por sua vez, manteve os dedos entrelaçados aos dela com cuidado, como se temesse que qualquer movimento mais brusco pudesse quebrar aquele momento.

Olhou para as mãos unidas por um segundo, percebendo o quanto a mão dela era pequena e delicada. Depois, voltou o olhar para frente, sem dizer nada.

Mas, por dentro… sentia como se estivesse recuperando algo que jamais quis perder.

— Sara Lemos… — chamou a recepcionista.

Os dois ergueram o olhar ao mesmo tempo e, ainda de mãos dadas, levantaram-se e caminharam lado a lado até a porta do consultório.

A médica os recebeu com um sorriso caloroso e fez um gesto para que se sentassem.

— Fiquem à vontade.

Eles obedeceram e só naquele momento, ao se acomodarem, é que suas mãos finalmente se soltaram.

A médica fez algumas perguntas de rotina, anotando tudo com atenção, e logo depois pediu:

— Pode se deitar, Sara.

Ela assentiu e se acomodou na maca, enquanto Renato permanecia ao lado, incapaz de desviar os olhos da tela. Assim que o exame começou, seu olhar se intensificou, atento a cada detalhe, revelando uma ansiedade que ele já não conseguia esconder.

— Você disse que ainda não sabe o sexo do bebê, certo? — perguntou a médica, enquanto analisava as imagens. — Quer saber agora?

Sara virou o rosto lentamente e seus olhos encontraram os de Renato. Naquele instante, percebeu o quanto ele estava nervoso de verdade.

— Sim… — respondeu suavemente. — Quero aproveitar que o pai dele está aqui.

As palavras saíram bem naturais, mas, para Renato, aquilo significou tudo.

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