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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 218

Quando acordou pela manhã, Sara sentiu a cabeça latejar. Os olhos ardiam, o corpo pesava, reflexo de uma noite em claro. Havia chorado tanto que, em determinado momento, não conseguiu mais permanecer deitada ao lado de Renato.

Com o coração apertado, levantou-se devagar, tomando cuidado para não acordá-lo, e saiu do quarto de hóspedes. Cada passo parecia mais difícil do que o outro, como se estivesse deixando algo que, poucas horas antes, havia decidido tentar recuperar.

Entrou no próprio quarto e, sem pensar muito, trancou a porta.

Encostou-se na porta por um instante, fechou os olhos, tentando conter a onda que ainda tomava conta dela. Queria não pensar no pior, mas a sua mente era mais rápida do que a sua razão.

Caminhando até o banheiro, percebeu que o corpo estava estranho, mais pesado do que o normal, como se algo não estivesse bem. Pensou que fosse apenas pelo cansaço, pela noite mal dormida, e ignorou. Tomou um banho demorado, tentando acalmar a mente, depois vestiu uma roupa confortável e olhou para o relógio. Ainda não eram oito da manhã.

Imediatamente, o pensamento voltou-se para Renato.

“Será que já tinha acordado? Será que viu a mensagem no celular?”

O coração acelerou.

“E se tivesse visto… será que iria encontrar a tal de Kelly?”

Fechando os olhos por um instante, respirou fundo, tentando afastar as próprias suposições antes que perdesse o controle de novo.

— Não começa, Sara… — sussurrou. — Não crie o problema antes dele acontecer.

Decidida a manter a calma, saiu do quarto. Pensou em ir até o quarto de hóspedes, mas desistiu no meio do caminho. Era melhor deixar que ele acordasse sozinho, assim veria o que faria ou diria. No fundo, só queria estar errada. Queria acreditar que Renato teria alguma explicação plausível para toda aquela confusão.

— Bom dia, Odete — disse ela, entrando na sala de estar, vendo a mesa já posta.

— Bom dia, menina. Dormiu bem?

— Não… — respondeu, sincera.

Sem pensar muito, se aproximou dela e abaixou um pouco a voz:

— O Renato veio aqui ontem e acabou dormindo aqui.

— Eu sei — Odete respondeu, naturalmente.

Sara franziu o cenho.

— Sabe? Como?

— Eu o vi pela manhã.

Seu coração deu um leve salto.

— Então… ele já acordou?

— Sim, mas teve que sair.

A informação caiu como um balde de água fria.

— Ele… saiu? — repetiu, tentando disfarçar.

— Saiu, sim. Disse que não ia demorar muito e pediu para te avisar.

Engolindo em seco, tentou manter a expressão neutra, mas falhou miseravelmente.

— Ele comentou para onde estava indo?

— Não… — Odete respondeu, pensativa. — Só parecia estar apressado.

O silêncio se instalou por um instante.

Tentando organizar os próprios pensamentos, Sara desviou o olhar, mas o incômodo já começava a crescer dentro dela.

— Entendi…

Embora parecesse calma, a mensagem, o nome e a foto da mulher voltaram à mente.

— Ele deve ter ido se encontrar com ela — murmurou, quase sem perceber.

Odete a observou com atenção.

— Aconteceu algo?

— Eu não sei… — confessou, evitando encará-la.

— Você ficou tensa assim que eu disse que ele saiu — observou, com calma.

Sara respirou fundo antes de responder:

— Eu não fiquei tensa por ele ter saído, fiquei por imaginar para onde ele foi.

Aquilo fez Odete parar o que estava fazendo e se sentar ao lado dela.

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