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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 224

Sem desviar o olhar dele, ela respondeu com calma.

— Tem razão. Esse não é o momento para conversarmos.

Renato não se moveu.

— Sara…

— Renato. — O interrompeu, com a voz ainda calma, mas firme o suficiente para não dar espaço para mais conversa. — Eu acabei de ter um filho. Estou exausta. — Fez uma pausa, olhando para o berço. — Agora não.

— Eu sei que você está cansada, mas tem coisas que precisam ser ditas.

— E serão. — Virou o olhar de volta para ele. — Mas não hoje.

Ele abriu a boca para responder, mas algo no jeito que ela o encarou o fez recuar. Não era raiva. Era algo mais profundo do que isso. Era alguém que havia chegado ao limite e não tinha mais energia para fingir que estava bem.

Sem ter como continuar, ele fechou a boca, puxou a cadeira e sentou ao lado do berço, sem dizer mais nada.

O quarto ficou em silêncio por um longo tempo.

Renato ficou ali sentado, com os cotovelos apoiados nos joelhos e o olhar preso em Léo, dormindo no berço. Sara ficou na cama, com os olhos no teto, tentando organizar tudo que sentia num lugar que ainda não existia dentro dela.

Não havia briga no ar. Só o peso de tudo que ainda não havia sido dito.

Após um longo período de silêncio, foi Sara quem quebrou o silêncio primeiro, sem planejar.

— Que pena que você teve que deixar de lado os seus planos para ter que ficar aqui.

Aquilo não saiu com um comentário, e sim uma indireta.

Renato ergueu o olhar para ela.

— Não deixei nada de lado — disse com calma. — Não existe lugar no mundo onde eu preferiria estar agora.

Sara desviou o olhar para Léo no berço, como se a resposta dele não houvesse chegado até ela. Mas chegou.

E ele sabia que havia chegado, por isso, ficou olhando para ela por alguns segundos. Conhecia-a bem o suficiente para saber que, quando ela queria ficar em silêncio, ficava, mas aquela indireta não era silêncio. Era um convite disfarçado.

— Você quer conversar — disse, mais como uma constatação do que uma pergunta.

— Eu disse que não é o momento.

— Disse — concordou. — Mas acabou de me dar uma indireta, o que significa que alguma coisa está te incomodando mais do que o cansaço.

Sara virou o rosto para ele, com um olhar que misturava irritação e surpresa por ter sido lida tão facilmente.

— Não torça as minhas palavras.

— Não estou torcendo nada. — Ele se inclinou levemente para frente. — Estou te conhecendo.

Ela abriu a boca para rebater, mas fechou de novo. Ficou olhando para ele por um momento, como se estivesse pesando o quanto estava disposta a ceder.

— Tudo bem — disse, por fim, com a voz mais baixa. — Com quem você estava, Renato? Quem era a mulher que te enviou uma mensagem de madrugada?

Então era isso.

A mudança de humor de Sara tinha um motivo — e agora ele entendia que era mais do que plausível. Ela estava desconfiada. E com toda a razão.

224: Uma chance 1

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