Ao ver a foto que Lorena lhe mostrava, Constança arregalou os olhos e tomou o celular da mão da governanta no mesmo instante, analisando a imagem mais de perto.
Naquele momento, estava tão surpresa com o que via que nem sequer cogitou que aquilo podia ser somente um registro de tela tirado de um vídeo, escolhido a dedo, no ângulo mais revelador possível.
— Que… vagabunda — sussurrou, depois de alguns segundos encarando a tela.
Então, ergueu o olhar para Lorena, ainda sem acreditar.
— Quando foi isso?
Como se quisesse tirar um peso das costas, Lorena revelou.
— Foi no mesmo dia em que o Renato sofreu o atentado.
Apertando o celular com força, como se aquilo fosse uma prova irrefutável, Constança sussurrou.
— No mesmo dia…
Fazendo uma expressão de vergonha fingida, Lorena continuou.
— Sei que é errado espionar as pessoas, mas quando vi os dois sozinhos perto da nascente, percebi que havia algo muito suspeito ali, por isso tirei a foto.
— Não se desculpe — pediu Constança. — O que fez foi mais do que certo. Essa vadia está se fazendo de santa para o meu filho, enquanto está se oferecendo para outro homem.
— Isso é o que me deixa mais revoltada, senhora. Porque o Renato… ele não merece isso, ainda mais depois de tudo o que passou na mão da irmã dela.
— Tem razão. Meu filho já está passando por problemas demais para ter que lidar com isso. — murmurou. — Mas isso não significa que as coisas devam ficar assim.
Lorena assentiu devagar, como se estivesse com receio de dizer mais, mas ao mesmo tempo queria colocar mais lenha na fogueira.
— Eu não quero te deixar mais preocupada… e nem quero piorar o estado do Renato — disse, com a voz baixa. — Só não sei mais o que fazer.
— Você fez bem em me mostrar isso. — A mulher declarou. — Porque isso é uma prova de que essa Sara é tão vagabunda quanto a irmã.
— O que mais me preocupa, senhora, é que ele está começando a defendê-la.
— Sim… percebi isso — a mulher concordou.
— O problema é que ela parece saber exatamente o que fazer para mexer com ele.
Constança deu um passo para frente, indignada.
— Ela está jogando sujo. Vi com os meus próprios olhos agora há pouco — revelou. — Mesmo com o meu filho machucado, aquela sem-vergonha estava em cima dele, se aproveitando só porque meu filho é homem e tem as suas necessidades íntimas.
— Não tenho dúvida. Ela está se aproveitando do estado dele. Agora que ele está ferido, vulnerável…
Olhando mais uma vez para a tela do celular, Constança pensou no que faria.
— E esse Humberto… — murmurou, com desprezo. — Você disse que ele é o capataz, não é mesmo?
— Sim, senhora — respondeu. — Ele faz de tudo um pouco pela fazenda, mas nos últimos dias tem ficado mais no jardim. No começo, eu não achei estranho… mas depois do que vi, percebi que isso está acontecendo por causa da proximidade que ele anda tendo com a Sara.
Com os olhos vermelhos de ira, Constança grunhiu.
— Isso não pode ficar assim. Não mesmo — disse, refletindo, como se já estivesse pensando no que faria. — Meu filho já foi enganado uma vez… mas eu te garanto que isso não vai acontecer de novo.
Mesmo tentando conter a ansiedade, Lorena não conseguiu se segurar.


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