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Grávida de um mafioso romance Capítulo 228

- Mentira! - Matteo arregala os olhos e quase lhe repreendo pela expressão, a máscara facial em seu rosto se enruga levemente enquanto a minha permanece impassível.

- Juro, ele estava tão preocupado que nem notou quando a chamou de mãe. Cassandra também não se pronunciou quanto a isso, talvez com medo de uma reação negativa de Luigi - digo, enfiando uma colher de brigadeiro na boca em seguida.

- Tenho certeza que em alguns milésimos de segundos Luigi percebeu e fingiu que não, ou talvez tenha percebido somente depois quando chegou no hotel - o loiro do banheiro continua com seus achismos, tentando me enrolar e me fazer esquecer nosso trato inicial que constava em, eu dizer para onde e o que fizemos Luigi e eu após sair do evento para ele explicar o que havia acontecido dentro do salão nas horas em que Melissa, Italo e eu ficamos ausentes.

- Agora, desenbucha - sou impaciente o suficiente para elevar a voz sem medo dos gêmeos acordarem. Lembrando dos meus anjinhos, olho rapidamente para a babá eletrônica em cima da mesa de centro da sala e noto que continuavam dormindo. Tive uma grande sorte pelos meus filhos terem nascidos dorminhocos, por fim viro-me para Matteo - para de enrolar e diz de uma vez, o que aconteceu?

- Cassandra se vingou de Russo, todo o evento fazia parte do seu plano - ele conta desde o inicio quando a ex megera pediu sua ajuda e fico bem quietinha, prestando atenção aos detalhes e raspando o brigadeiro na panela.

O loiro do banheiro descreve as cenas do espancamento com direitos a comentários, descreve a cena em que Eslie castra o cara de bicheiro na frente dos convidados e relata as reações dos demais. E por fim, me explicou que Cassandra tinha aproveitado o momento traumatizante para lhes fazer um trato. Muito justo ao meu ver e ninguém seria burro de recusar, isso esclarece o que eram aquelas expressões vazias nos rostos dos convidados ao saírem do salão.

- Espero que ele fique preso pelo resto da sua miserável vida - Matteo concorda comigo e decidimos encerrar a noite conturbada. Cada um dos dois precisavam de uma noite de descanso mais do que uma noite da beleza.

O loiro do banheiro rouba minha panela de brigadeiro com a desculpa de que estava pensando na minha dieta e que não aguentaria mais ouvir minhas lamentações caso engordasse um quilo a mais. O engraçado era que eu nunca tinha me lamentado sobre o meu peso para ele, senão quando estava grávida. Permito que me roube, sua noite foi mais cansativa que a minha, em termos de tensão.

Porque se fosse em termo de tesão, eu teria ganhado sem sombra de dúvidas.

Na manhã seguinte, passamos na casa da minha mãe para tomar café da manhã e deixar os gêmeos aos seus cuidados. Gostava de dividir o tempo entre a babá e minha mãe, não queria que os gêmeos se acostumassem com uma estranha então optei por essa dinâmica.

Chegamos pontualmente ao trabalho, o que era quase um milagre visto o trânsito massante que o centro da cidade sempre se encontrava. Paramos no canto da recepção para aguardar a diminuição da fila para pegar o elevador.

- Esqueci de perguntar, você e Luigi... - ele articula, deixando a pergunta vaga para que eu complete.

- Somos amantes, segundo ele.

- Quando aceitei ser seu noivo, não pensei que seria corno - não me contenho e solto uma risada, o que chama atenção de alguns funcionários no final da fila - não tem graça.

- Desculpa, mas tem sim - ele reclama mas tenho certeza que está gostando da situação tanto quando Luigi.

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