Entrar Via

Grávida de um mafioso romance Capítulo 250

- É uma menina! Uma Marianinha! Eu gostaria tanto de vê-la pessoalmente, mas o voo atrasou e nem consegui chegar na Itália - minha mãe fala alegre, do outro lado da chamada de vídeo até seu tom mudar drasticamente - que história é essa que a senhorita continuou trabalhando mesmo estando proibida?

Mariana estava com o celular na mão falando com ela, ou melhor, levando uma bronca enquanto eu segurava a recém-nascida nos braços. Mesmo grávida, ela teimou em continuar trabalhando então o esporro era bem merecido. Quando chegamos às pressas no hospital, Mari já havia dado a luz e Matteo parecia desfocado da realidade. Meu italiano gato achou melhor levá-lo para se acalmar na cafeteria, o loiro do banheiro estava mais pálido do que o normal, como se fosse desmaiar. Acho que a ficha finalmente caiu.

Tinha acontecido tantas coisas nesse ano que se passou, hoje deveria ter sido apenas uma festa de aniversário infantil e agora estou segurando a filhinha da minha melhor amiga. O mundo não dá voltas, ele capota.

Luigi e eu decidimos fazer uma grande festa de um ano para os gêmeos, em determinado momento da organização no papel acrescentamos a filhinha de Giulia, Fiorella. Seria um triplo aniversário com tudo o que bebês adoram. E o que bebês adoram? Não faço a mínima ideia, mas Luigi e Giulia tiveram a brilhante ideia de colocar os três bebês na frente de revistas com fotos de brinquedos para escolherem.

Resultando em uma roda gigante, dois carrosséis, duas montanhas russas pequenas, uma cama elástica enorme e carrinhos de guloseimas no quintal de casa. Aliás, compramos uma propriedade com dois casarões e um jardim vasto, segundo Luigi economizariamos mais assim. Não me pergunte sobre essa economia, ainda estou tentando entender.

O outro casarão foi comprado por Giulia, ficamos imaginando como seria no futuro durante as férias das crianças. A ideia principal é usar a propriedade para festas e temporadas, toda a família se reuniria e as crianças teriam segurança além de espaço para brincar á vontade.

- Está bem, tia Maria, eu prometo me cuidar - Mari repete pela milésima vez, lutava para não revirar os olhos para as restrições que tanto minha mãe quanto o loiro do banheiro lhe deram.

Conhecendo minha amiga, esse era seu inferno pessoal, ser restrita do que mais gosta de fazer: trabalhar e se virar sozinha.

- Um beijo para vocês, tchau! - ela se despediu rápido, me entregando o celular e relaxando na cama. Aparentemente, o voo da minha mãe atrasaria um dia, ela recusou o jatinho de Luigi e disse que tiraria um dia romântico com Roberto por Salvador. Nos despedimos também da pequena bebê quando a enfermeira a levou para o berçário e arrumo o vestido longo ao sentar-me do lado de Mari para mostrar as fotos da festa que ainda rolava no casarão.

Rimos das poses engraçadas, uma foto em especial mostrava Aurora abraçando com cada bracinho os pescoços dos avós enquanto Tomás, sentado no chão cobria o rosto. Ele não gostava de tirar fotos, diferentemente de Aurora e Fiorella que até poses faziam. Mas a graça estava nos rostos dos avós em questão, Cassandra tinha as bochechas rosadas e Giovanni sorria torto. Porém o ponto supremo da foto que ganhou nosso riso foi Laura ao fundo com os braços cruzados, seu rosto não esconderia o ciúme nem se tentasse.

Por mais que a foto demonstrasse uma coisa, eu sabia que Laura nunca se incomodaria ao ponto de interferir nessa... amizade?

Ela nunca retiraria o direito de Cassandra de conviver com os netos e o filho. Se todo o sofrimento vivenciado por essa família serviu para algo, foi exatamente para os unir e escantear qualquer tipo de mágoa existente. Os gêmeos e Fiorella foram as cerejinhas do bolo, trazendo felicidade, leveza e risadas. E segundo Enrico, Luigi despencou no hanking de favoritismo da nonna, agora quem reinava era a trindade de anjinhos.

Finalmente a casa da nonna havia se tornado um cenário feliz a cada domingo novamente.

- Ai amiga - encosto minha cabeça no ombro de Mari, parecia que a nossa história apesar de seguir rotas inimagináveis, estavam cruzadas e destinadas ao final feliz - imagina que lindo, a amizade passada de mães para filhas.

- Elas vão ser grudadas uma na outra, igual chiclete - Mari deita a cabeça em cima da minha.

- Igual a gente - rimos - Carolina e Mariana.

- Aurora e Chiara.

***

- Espero que cuide bem do que lhe entregarei agora. Muitas vidas se sacrificaram por esse instrumento, muito estudo e esforço foi unificado nisto para que a sociedade...

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida de um mafioso