Três anos depois...
Deixo a porta do quarto de Tomás entreaberta e em passos cautelosos passo por Luigi no corredor, como sempre ele me intercepta para roubar um beijo e como sempre dou um tapa no seu braço antes de entrar no quarto de Aurora.
Um quarto com paredes amarelas, móveis brancos, bichinhos de pelúcia coloridos abarrotando as prateleiras e estrelinhas brilhantes grudadas no teto. Muito diferente do quarto do irmão que preferia as paredes azul escuro, móveis de madeira escura e brinquedos motorizados. Mas sem dispensar as estrelinhas brilhantes no teto, tinha sido a única coisa em comum nos quartos dos gêmeos.
Me aproximo da pequena cama com cercadinho, onde a minha menininha estava quase pegando no sono. Acaricio os cabelos ondulados, dando vários beijinhos nas suas bochechas fofinhas até que caia no sono profundo. A parte mais difícil foi feita por Luigi, enquanto eu tinha cuidado do menininho elétrico. Era nosso acordo, cada um levava um gêmeo para a cama e antes que caiam no sono trocamos de lugar para dar um beijo de boa noite.
Saio de fininho, tomando bastante cuidado ao fechar a porta e cruzar com Luigi no meio do corredor novamente. Dessa vez sou eu quem inicia o beijo. Ficando na ponta dos pés, as mãos emaranhadas em seu novo penteado e provando daqueles lábios deliciosos, Luigi parecia um sonho. Não, tudo isso parecia um sonho.
- Oi esposa - ele sussurra contra minha boca.
- Oi marido - meu sorriso aumenta ao sentir suas mãos apertarem minha cintura e descerem para judiar da minha bunda - hairstyle novo?
- Gostou? Pedi para Aurora fazer algo inovador - me afasto um pouco somente para considerar os minis coques com liguinhas coloridas no cabelo do meu marido italiano super gato e gostoso. Não resisto ao pegar o celular e tirar uma foto, decido que será meu novo papel de parede.
- Achei bem sexy - mostro-lhe a foto e seu sorriso transita para algo sombrio. Sabendo o que vinha a seguir, enlaço meus braços em seu pescoço esperando pelo momento em que suas mãos me erguem do chão e me carregam para nosso quarto. Durante o trajeto até a cama, pego o celular e gravo um áudio para Mari. Era nosso trato, manter contato e fazer um relatório diário contanto as novidades, a obriguei aceitar depois que resolveram viajar em família.
- Oi Mari, Matteo e querida Chiara. Vai tudo muito bem aqui em casa, a novidade da semana é que os gêmeos começaram numa escolinha. A princípio não gostaram da ideia, mas depois do primeiro dia não existe outro assunto aqui em casa, senão a professora Sofia e os novos amiguinhos que fizeram. Carla, a nossa nova empregada dá graças á Deus dos dois estarem ocupados, acho que não mencionei no último relatório que entramos em consenso sobre empregados na casa. Carla cuidaria da organização da casa, Francesca da cozinha e Aldo será nosso motorista, não quero que os gêmeos cresçam mimados acreditando que precisam de empregados para tirar os sapatos dos pés e Luigi concordou em ter somente três pessoas trabalhando na casa. Aliás, nos adaptamos muito bem a nova casa, ela é menor que a antiga mansão de Luigi porém muito acongechante e confortável, finalmente não tenho que me preocupar em me perder pelos corredores. Polenguinho está muito feliz com o quintal enorme da nova casa e também por sua nova vizinha, uma cadela pastor alemão. Talvez num futuro breve tenhamos filhotinhos...
Luigi empurra a porta do quarto com o pé e a tranca quando entramos, normalmente ele não tranca por causa dos gêmeos que vez ou outra corriam para nossa cama. Estava me acostumando a fugirmos para o closet e depois deitarmos na cama, aguardando o momento em que os dois cotoquinhos entrassem debaixo do cobertor e se agarrasem em nós.
Meu corpo é encostado na porta, ainda sustentado pelo meu italiano enquanto sua boca desliza beijos lentos em meu pescoço. Começo a divagar e falar coisas sem sentido quando os dedos de Luigi afastam o short e entram em mim. Ele geme ao perceber que eu não usava calcinha e sou um fracasso em brigar com ele porque ainda estava gravando o áudio.
- É... acho que, hmm... acho que é só isso... ah, voltem logo, vocês disseram que seria somente um mês e já se passaram dez meses, Mariana... daqui a pouco nem Aurora e nem Tomás vai reconhecer a madrinha deles... - Luigi toma o celular da minha mão.
- Voltem logo, porra. Beijos - ele desligou o celular, derrubando-o na cômoda em seguida. Preciso tapar minha boca para não rir alto e acabar com nossa festa particular mas Luigi parece não ligar para o barulho que está fazendo ao me jogar na cama e subir em cima de mim. Nem tenho a chance de reclamar porque ele responde - coloquei isolamento acústico no quarto, surpresa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida de um mafioso
Continuação...
Onde está a continuação?...
Estou entrando em colapso preciso dos outros capítulos, só esse site é de graça 🥺...
Continua por favor,desde ontem que não saio do site só esperando o capítulo 190...
Preciso da continuação...