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Grávida de um mafioso romance Capítulo 247

Foi fácil impestar a casa da nonna com baratas para Giulia mudar o local do brunch e era mais fácil subornar empregados com valores exorbitantes, afinal de contas eu não teria com que gastar o resto da pequena fortuna que minha irmã e eu reunimos.

Perdemos não somente a família como a fortuna que nossos pais deixaram. Não culpo nossos tios por não saberem administrar tão bem os negócios e com a quantidade de inimigos que nossa família tinha, seria impossível mesmo se tentássemos. Foi difícil para eles, repentinamente cuidar de duas crianças e negócios mafiosos dos quais nem sabiam a existência. Perdemos muito naquela época, entretanto tínhamos uma a outra e eu tinha Luigi.

Engraçado pensar em tudo do passado como "nosso", como se Raquel estivesse ainda viva. Minha irmãzinha, minha única família legítima tinha morrido e eu não pude fazer nada. Estava desconfiada desde quando ela tinha me mandado mensagem alertando sobre Luigi estar saindo com uma mulher chamada Carolina. Mesmo que eu não houvesse pedido, ela continuava perseguindo-o e me relatando seus passos. Foi difícil para ela aceitar nossa separação, tão quanto aceitar nosso começo.

Eu tinha algumas dúvidas na cabeça e não posso negar que a possibilidade de Raquel ter gostado de Luigi poderia ser real. Se fosse, eu não saberia o que fazer, porém seu comportamento após a perda de algo que nunca existiu, me fez repensar nessa hipótese, minha irmã tinha dado todo apoio para Luigi e eu ficarmos juntos.

Não nego que fiquei um pouco chateada pela sua oposição à minha gravidez, entretanto entendo. Raquel era nova, muito novinha quando perdeu nossos pais, muito novinha vendo nossa vida se desmoronar, sem figuras como nossos pais para nos guiar pelo caminho seguro e Luigi tinha me tirado dela. Então, eu entendo a raiva que ela sentiu quando eu o escolhi e escolhi o que achava ser o nosso recomeço. Ela ficou sozinha, me culpo toda vez que penso que poderia ter mudado o curso da história se houvesse escolhido ela e não ele. Gostaria de amar menos ele.

Olho da torre para os dois casais que acabaram de chegar no castelo. As mulheres estavam na frente, fazendo algum tipo de vlog de viagem e os homens estavam atrás. O loiro dissera algo que fez o moreno de olhos verdes inconfundíveis abrir um dos sorrisos mais brilhantes já vistos. Ele estava diferente agora, mais feliz, arrisco dizer. E isso me dava raiva.

Seu cabelo ondulado voava com o vento que sacudia as nogueiras-do-japão e espelia lindas folhas amarelas. Ele era tão perfeito, até mesmo dormindo e queria tanto assisti-lo dormir ao meu lado novamente que batizei a água que tinha bebido. Não o envenenaria, apenas lhe causaria uma dor de cabeça no ponto de esgotamento, algo natural se comparado ao jet lag. Minha intenção era tê-lo a tarde toda para mim, mas aquela mulher não saiu do seu lado como eu esperava.

Passei a tarde toda vagando perdida no castelo como uma alma penada, que se perdeu do curso no final da jornada. O tempo passou e não me dei conta, já havia virado um hábito me perder nos pensamentos procurando, numa falha tentativa, de possíveis opções para mudar o passado. Seria impossível trazer Raquel de volta, a única alternativa viável era vingar sua morte.

Não acreditei nem por um milésimo de segundo que a minha irmã tinha morrido num acidente de carro como nossos pais. Estava óbvio que alguém tinha colocado seu corpo num carro amassado e pior, perfurado-a com barras de ferro onde possivelmente estavam os ferimentos de balas. Eu colocaria meu corpo todo no fogo se o dedo de Giovanni Benacci não estivesse envolvido. Ainda tinha um pé atrás sobre sua participação na morte dos meus pais, todos sabemos que o acidente era apenas um método para se livrar da concorrência para aquele maldito território. Mas eu deixei passar, não queria que a busca pelos culpados da morte dos meus pais se tornasse uma obsessão como a morte de Raquel virou.

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