Como Tess esperava, a voz furiosa de Nadine ecoou atrás dela. “Parem de filmar! Não ouviram o que eu disse?”
Um estrondo alto se seguiu, o som da bolsa dela batendo com força no carro.
O impacto deixou um arranhão profundo no carro esportivo rosa, edição limitada. Nadine ignorou completamente. Bateu a porta com um estrondo metálico.
Zane ficou paralisado. Nunca tinha visto aquela mulher tão furiosa, tão fora de si. Por um instante, nem conseguiu reagir.
Os cliques das câmeras só ficaram mais intensos.
Saindo do torpor, Zane correu para conter a confusão, ordenando que a segurança verificasse todos os celulares no local. Garantiu que nenhuma foto ou vídeo comprometedor escapasse antes de liberar o público.
Afinal, Nadine era a advogada estrela da empresa. Qualquer escândalo sobre ela poderia rapidamente se tornar um problema para o grupo.
Ele suspirou, mal terminando de controlar a situação quando avistou Tess se afastando.
Na cabeça de Zane, ela era teimosa demais para o próprio bem.
Tess poderia ter voltado a viver uma vida de luxo, cercada de conforto e riqueza. Em vez disso, escolheu provar o gosto amargo da vida.
Custava tanto assim admitir que estava errada e pedir desculpas?
Ela já tinha passado pela prisão... Por que ainda se agarrava tanto ao orgulho?
E aquela criança...
Zane sentiu que vinha encrenca. Enfiou o cheque de volta no bolso.
Melhor eu voltar pro escritório.
....
No último andar do Grupo Lock.
“Ela recusou?”
As sobrancelhas de Finn se franziram profundamente.
Zane relatou a reação de Tess de forma objetiva, mas omitiu o assédio anterior de Nadine.
Anos como assistente pessoal o haviam ensinado bem... Foque apenas no que realmente importa.
Finn pressionou os lábios finos, os dedos batendo ritmicamente na mesa. Mas a mente o traiu... De repente, a imagem dos olhos de Tess surgiu diante dele. Olhos escuros e intensos, cheios de uma chama teimosa que se recusava a morrer.
Aqueles olhos já haviam sido cheios de luz, como estrelas refletidas no céu noturno. Agora, estavam vazios. Distantes. Quando tinham mudado tanto?
O coração dele acelerou sem motivo aparente. Até os pensamentos começaram a se embaralhar.
Com um toque seco, o dedo dele bateu novamente na mesa.
“Ouvi dizer que ainda há disputa sobre a herança da Sra. Larson. Mas a parte que cabe a ela... Pressione os Larsons. Obrigue-os a entregar uma parte.”
Zane piscou. “O senhor quer dizer...?”
“A herança da Sra. Larson vale centenas de milhões. Dar uma quantia pra ela se manter não vai matá-los. E os dividendos dos investimentos? Eles querem engolir tudo?”
Finn massageou as têmporas e falou outra vez, a voz baixa. “Garanta que ela receba alguma coisa.”
O hotel era limpo e silencioso.
Com o cair da noite, Tess finalmente começava a relaxar quando Layla começou a chorar. O estômago estava ruim. O rostinho radiante ficou pálido e abatido.
Tess trocou a fralda depressa e correu para comprar remédio.
Encontrou uma farmácia 24 horas e embrulhou Layla com cuidado contra o vento frio da noite, segurando-a junto ao peito sob a luz dos postes.
Ela acabara de pagar pelo remédio e estava prestes a sair quando uma mão bloqueou seu caminho.
Um grupo de homens bêbados surgiu à sua frente.
O que liderava o grupo era um loiro chamado Craig Dunn, cambaleando de tanto álcool. Atrás dele vinham alguns marginais, claramente procurando encrenca.
O coração de Tess se apertou. Instintivamente, tentou desviar, mas Craig não permitiu.
“E-Ei, gatinha, qual a pressa?”, balbuciou ele. “Me passa seu número?”
Tão bêbado que mal conseguia manter os olhos abertos, ele ainda conseguiu destravar o celular e mostrar um QR Code para Tess.
“Cara, sério? Ela é mãe”, zombou um dos rapazes. “Tá desesperado, hein?”
“E o que você tem com isso? Tá, ela é mãe... Mas olha esse corpo. Cintura fina, pernas longas. Aposto que é uma delícia.”
O grupo se aproximou, trocando olhares cúmplices e rindo de forma nojenta, os olhos percorrendo Tess de cima a baixo.
Ela se sentiu como um objeto exposto, algo barato, vulnerável. Os olhares descarados deles deixaram cada nervo de seu corpo em alerta.

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