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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 136

Eliz

O barulho lá fora indicava que Adam enfim chegara. Desta vez eu realmente tinha um herdeiro para colocar nos braços dele. Gostaria de dizer que a emoção era a mesma, mas não era — meu peito explodia de orgulho e ansiedade para vê-lo conhecer nosso pequeno.

Ele entrou e os olhos vasculharam o ambiente até pararem em mim com Adrian nos braços. A janela aberta trazia uma brisa suave e a claridade do entardecer parecia nos abraçar. Ele ficou me observando como se apreciasse a cena; um sorriso lento se abriu. Veio até nós, encostou delicadamente a testa na minha e me deu um beijo — lento, casto, leve, como se temesse me quebrar. As mãos dele pousaram nas mantas que cobriam Adrian; ele tremia de um jeito que eu nunca tinha visto. Quando percebi, as lágrimas já rolavam pelo meu rosto.

Coloquei Adrian no colo dele. O pequeno sentiu o calor dele e se aconchegou.

— Você demorou... — disse eu.

— Eu estava patrulhando de clã em clã, atrás da minha companheira sumida. — Ele falou, mas continuava sorrindo, embriagado com a visão do pequeno.

— Não está bravo? — arrisquei.

Ele soltou um suspiro que virou uma risada leve, fresca e jovial.

— Não estou bravo, estou grato. A deusa me deu uma Luna capaz de resolver os problemas junto comigo: corajosa, inteligente e forte.

— Diz isso porque não me ouviu gritar algumas horas atrás. — Falei, um pouco envergonhada.

— Você foi perfeita. — A voz rouca e os olhos marejados dele me emocionaram ainda mais. Ele ajeitou uma mecha de cabelo solta — o que não adiantou muita coisa, pois eu estava uma bagunça. — Eu amo cada pedacinho seu, Eliz. Amo nossa família e juro protegê-los com a minha vida. Todos eles.

Passei vinte e quatro horas em observação no abrigo. Depois fui liberada.

Adam segurava Adrian e nos despedimos de Gladis; seguimos para o nosso lar. Eu estava tão cansada que, em vez de levá-lo ao berçário, coloquei-o ao meu lado na cama.

Cochilava quando um rosnado alto me acordou. Uma ômega assustada corria em direção contrária, como quem foge pela vida. Quando Adam se virou, o lobo estava nos olhos dele.

— Igor! Não faça isso. Ela me ajuda com meus filhotes e eu tenho carinho pela ômega. — Tentei intervir.

Ele não respondeu; estava claro que não ligara para o que eu disse.

— Meu filhote. — A voz grossa do lobo respondeu.

capítulo 135 A visita inoportuna 1

capítulo 135 A visita inoportuna 2

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