Eliz
Olhando sobre a multidão de lobisomens reunidos na cerimônia de apresentação que Adam havia providenciado pessoalmente para Adrian, era impossível não notar os rostos felizes. Lobas grávidas, outras com filhotes no colo — todas carregavam nos olhos um brilho genuíno de alegria.
A deusa Selene certamente havia abençoado nosso povo.
Meu olhar se encontrou com o de Adam, que estava no meio de uma roda de machos, Adrian seguro com cuidado em seu colo. O sorriso aberto em seu rosto — algo que antes era raro — me tirou o fôlego. Subi para conferir o berçário.
— Olha a nossa Luna Suprema aí.
Cumprimentei minhas amigas. Ania exibia uma barriguinha discreta, finalmente visível. Tivemos dias de apreensão por causa das trocas de casais, mas a essência do filhote era de Atenor, sem dúvida alguma.
Sorri para elas. Com sinceridade, eu não poderia ter amigas melhores neste mundo. Caminhei até os berços, conferindo os pequenos gorduchos e rosados que agora babavam tudo ao redor.
— Estava pensando em criar uma universidade para meus lobos, como a que Antero tem no território de vocês, Lívia. — Lá, várias espécies sobrenaturais, inclusive humanos, se misturam.
— Acho uma ótima ideia. Talvez seus anciãos não concordem de início, mas sei que você consegue contornar isso.
— Claro que consigo.
As ômegas Vera e Lúcia entraram com bandejas cheias: uma com salgados, a outra com todos os doces que Ania amava. A fada mais mimada do reino dos lobisomens.
Quando a noite chegou e todos já haviam ido embora, finalmente tive um momento para respirar. O dia tinha sido uma loucura, mas havia um gosto doce de pertencimento.
Observei-me no espelho. O vestido branco, de tecido estruturado, com mangas curtas e comprimento até o meio das coxas, era simples o suficiente para destacar o conjunto de joias do Norte: um colar delicado de diamante vermelho — raro — combinando com dois anéis grandes e brincos à altura.
Enquanto retirava as joias, Adam entrou no quarto.
— Alguma coisa te perturbou, minha Luna?
Ele falou pelo nosso elo mental, com aquela voz baixa e grave que sempre me fazia estremecer.
— Estava apenas agradecendo nossa sorte… e desejando que nossos filhotes encontrem suas almas gêmeas como nós.
— Tem certeza? — ele inclinou a cabeça, cruzando os braços. — Posso me lembrar de uma ou duas vezes em que você me amaldiçoou… só esta semana.
Contive o sorriso. Ele quase me enlouqueceu nos últimos dias: primeiro se negou a deixar os gêmeos irem ao território de Garras de Gelo, depois foi contra o contrato de Artemísia. Teimoso como uma mula.
— Tenho certeza, Adam. Mesmo quando você me tira do sério, eu ainda te amo.
Os olhos dele brilharam. Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.
— Então vou te enlouquecer de um jeito diferente agora.
Ele me pegou no colo, como uma noiva, caminhando até a cama. Mordiscou minha marca no pescoço, ativando as faíscas do nosso vínculo por todo o meu corpo.
Sentou-me na cama, seus lábios me devorando enquanto suas mãos percorriam minha pele. O zíper do vestido desceu lentamente pelas minhas costas, seus dedos provocando arrepios. Quando o tecido caiu, deixando meus seios expostos, o olhar dele percorreu cada centímetro de mim, detendo-se na renda delicada da calcinha.
Eu amava a fome em seu olhar.
Beijos e mordidas marcaram minha pele enquanto ele puxava a calcinha com os dentes. As mãos firmes continuavam explorando meu corpo. Ele me deixou apenas com os saltos — porque sabia o quanto gostava disso.
Meu coração disparou quando ele se posicionou entre minhas pernas. Eu estava tão molhada que ele entrou em uma única investida, profunda, certeira.

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