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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 158

Aquiles

Ajudei Godric com os documentos. O mundo digital ainda é um desafio para o meu avô.

Depois disso, soltei meu lobo em uma corrida pelo território da matilha do Sul.

A matilha tinha potencial para ser a primeira, mas nunca quisemos disputar esse posto, em respeito ao macho que nos criou. Meu mundo virou um mosaico de feridas e cicatrizes.

Descobri pelo cheiro, aos cinco anos, que Adam não era meu pai biológico. Minha mãe disse que tivera um caso passageiro e que um renegado havia matado meu verdadeiro pai. Eu acreditei. Adam sempre me tratou bem, embora o mimado da casa fosse Adrian. Sempre que precisei de ensinamentos, conforto ou carinho, ele esteve lá.

Até que, aos dezesseis anos, quase matei um lobo durante um treino. Por pouco não o transformei em uma estátua de gelo. Chamaram meu avô paterno, Gustavo, e o inferno se abriu na minha mente.

Um lobo real de garras de gelo morto por um renegado? Aquilo não fazia sentido.

Quando descobri que minha mãe engravidara logo após o casamento, briguei com Adam. Achei que ela o tivesse traído e que ele tivesse assassinado meu pai por isso. Fiquei com raiva. Passei dois anos sem falar com nenhum dos dois.

Aos dezoito, minha mãe nos deixou sob treinamento dos Alfas Supremos, com nossos avôs, além do Beta Ajax, muito experiente. Junto, deixou uma carta… e um contrato para Artemísia.

No contrato de Temi, descobrimos um casamento vinculante com o Beta de Garras de Gelo.

Na carta, a verdade sobre nossa origem: um estupro.

Confirmei tudo com meu avô Godric. Foi ali que percebi, tarde demais, o quão idiota eu tinha sido.

Minha mãe fez o que sempre faz quando se sente pressionada: fugiu. Disse que iria viver a lua de mel que nunca teve e foi para Arcádia, o reino das fadas, onde ninguém daqui poderia alcançá-la.

A corrida terminou. Banhei-me à beira do rio, vesti minhas roupas e peguei o celular.

— Felipe, preciso que me encontre na matilha do Sul.

Vanessa Bragança

Fui atrás de Adrian, que marchava em direção ao escritório. Expliquei ao meu pai tudo o que tinha acontecido. Ele havia captado aquelas imagens no dia do ocorrido e, por conta própria, tentado identificar a mulher.

Ela evaporara como fumaça.

Adrian pegou a foto e foi falar com seus funcionários. Ele acreditava que os seus fariam um trabalho melhor do que os do meu pai. Meu pai concordou por cortesia, mas eu o conhecia o suficiente para saber que ele não tinha muita fé nisso.

Voltei para minha tarefa: abrir os presentes de casamento e ler os cartões.

Bônus 19 Perdida 1

Bônus 19 Perdida 2

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