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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 259

Felipe

Observo, atônito, a ômega servir mais uma bandeja de risoles. A mesa já estava recheada: uma torta inteira de carne desfiada, quibes dourados, empadinhas de camarão cremoso e de carne com cheddar, além de coxinhas de carne de sol com queijo, ainda soltando um aroma irresistível.

Minha fêmea parece afogar a mágoa na comida; o golpe de hoje a deixou realmente irritada.

— Eu ainda posso…

— Não quero ouvir, se for começar com aquela conversa que sempre termina com tudo pegando fogo de novo. — Ela aponta o dedo para mim, o rosto furioso.

— Foi só uma ideia. — Dei de ombros e roubei um pedaço da torta dela. — Ainda não desistiu?

— Claro que não. Deve haver algo que eu possa usar para convencer aquelas fêmeas. — Ela fala, mordendo a empada, formando um grande fio de queijo.

A fêmea que nos servia estava no balcão, fingindo enxugar o mesmo copo por um tempo suspeitosamente longo. Eu podia jurar que cada vez que ela se aproximava, a saliva quase escorria pelo canto da boca… ou era impressão minha? Baixava o olhar a cada segundo, rezando mentalmente para a deusa: “Por favor, que Temi não arranque a mão de outra loba por minha causa… ou pior, que ela não ache que sou culpado e resolva me punir no lugar dela.”

— Não vai comer, companheiro? — Ela arqueia uma das sobrancelhas perfeitamente delineadas, fazendo o pelo do meu pescoço se arrepiar.

— Claro, estava só deixando você se servir primeiro. — Pego a empada de camarão cremoso e mordo.

— Me dá um pedaço. — Havia mais quatro na mesa, mas ela estava aprontando das suas.

Ofereço a empada, e ela inclina o corpo até mim, fazendo um barulho de prazer ao mastigar a coxinha, que faz meu sangue correr imediatamente para o sul.

— Realmente muito gostoso. — Ela me olha, claramente não falando mais da empada.

Sinto minhas orelhas arderem de vergonha. Será que minha fêmea vai dar um show particular aqui?

— Experimenta da minha agora. — Ela me deu um pedaço do seu salgado. Quando voltou, bateu na jarra de suco, ensopando minha camisa.

— Artemísia, que diabos?

A ômega chegou imediatamente ao meu lado com um pano, esfregando-me, e vi um sorriso tentando escapar nos cantos dos lábios de Artemísia.

— Ah, que desastre estou hoje, querido. Tire a camisa. — Seu cheiro adocicado me envolveu.

Estreitei os olhos para Artemísia enquanto a ômega esfregava minha camisa mais do que secava, sentindo seu cheiro adocicado de excitação atingir nossos olfatos sensíveis.Que diabos ela queria afinal.

— Já era, tire a camisa… essa mancha não tem mais conserto. — Comenta Artemísia, sorrindo de um jeito que engana qualquer um que não a conheça.

Tiro a camisa e vejo a pupila da ômega se dilatar, o coração dela acelerando.

— Estou indo para a pousada; se quiser, pode ficar aqui e terminar sua refeição.

Saio antes que a louca me mande tirar as calças também, para provar seu ponto.

— Eu vou com você, querido. — Ela se vira para a atendente corada e pisca um olho para a fêmea. — Amanhã voltamos. Obrigada pela sua atenção.- escuto ela dizendo, enquanto saio.

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