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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 5

Eliz

Seu cheiro forte de macho alfa é um afrodisíaco irresistível, mas minha loba não se empolga tanto quanto eu. Ela se recolhe no fundo da minha mente, desconfiada.

— Para, Leon... Eu sou prometida ao Supremo. E você sabe o que significa me entregar.

— Claro, Eliz. Mas você tem um probleminha. E quando ele começar a queimar, venha a mim — ele disse com um sorriso enviesado — se não quiser ir direto ao Supremo.

— Huum? — franzi a testa. Do que ele estava falando?

— Seu cio — respondeu ele, encostando o rosto no meu pescoço e inspirando fundo. — Está chegando. Já consigo sentir. Posso te dar o alívio que você vai precisar... sem tirar sua virgindade. Prometo.

A voz dele era um deleite para meus ouvidos. Um sussurro quente que percorria minha pele. E ele sabia o efeito que causava. O safado sorriu maliciosamente, percebendo minha reação... e entrou no quarto, fechando a porta atrás de si. Fiquei boquiaberta por um segundo antes de sair correndo para o meu quarto. Tomei um banho gelado, tentando esfriar as ideias, e o corpo. Será que eu podia confiar em Leon? Será que posso confiar em mim com ele? E se eu contar que já sei que o Supremo é o meu companheiro?

De frente para o espelho, já vestida, observei minha imagem. Escolhi um dos meus vestidos de algodão branco, com pequenas florzinhas azuis. Eu não sou alta como a lycan Lívia, mas não me considero baixinha com meu um metro e setenta e dois. Meus cabelos ondulados ruivos e as sardas — meio sem graça, confesso — me deixavam com um ar inocente. Será que foi por isso que o Supremo procurou outra fêmea para se saciar?

— Vamos? — Lívia apareceu, usando uma minissaia jeans e uma camisa transpassada branca.

Se eu me vestisse assim, minha mãe enlouqueceria. Afinal, devo guardar meus “atributos” para o Supremo. Na garagem, ela escolheu um conversível vermelho. Eu nunca tinha visto um carro assim de perto. O Supremo só tem SUVs ou caminhonetes enormes.

Ela deve ter notado meu olhar.

— Quer dirigir? — perguntou, chegando perto e sussurrando como uma menina prestes a aprontar.

— Não, amiga. Nem sou habilitada.

Ela entrou rapidamente no carro, ligando o motor potente. Assim que me sentei e comecei a colocar o cinto, ela saiu acelerada.

— Eu também não sou!

— Sua maluca! Para, que eu vou descer! — gritei, mas ela riu descaradamente, sem dar ouvidos.

— Que certinha, Eliz... Você é o sonho de qualquer macho: linda e doce.

— Não é bem assim... — murchei um pouco. Ela franziu a testa, e logo corrigi: — Quer dizer... já estou prometida. Nem sei como vai ser.

— Entendi...

Comprei um novo celular e enviei meu número para minha mãe assim que o liguei. Estávamos cheias de sacolas.

— Olha aqueles humanos lindos nos olhando naquele restaurante! Vamos entrar!

Acabei de perceber: minha amiga não está esperando ansiosamente um companheiro, como as fêmeas da minha matilha. Os rapazes eram realmente bonitos, para os padrões humanos. Tentavam nos impressionar, mas, sinceramente, não vi graça. Um pouco magrelos demais para o meu gosto. Sem julgamentos, claro... mas cresci admirando a força do meu pai, um alfa, e os dois metros todos trabalhados do Supremo. Perto deles, esses humanos pareciam... filhotes.

capítulo 05 Nasci pra seduzir (sem saber) 1

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