Eliz
Eu achava que Leon era igual ao Supremo. Um galinha. Um lobo bonito e perigoso, sempre pronto para a próxima fêmea.
Mas eu estava errada.
A curiosidade começou a me corroer. Depois de uma rodada particularmente intensa de orgasmos, venci a vergonha e passei a observar com mais atenção.
Comecei a investigar discretamente — prestando atenção em conversas soltas, nos cochichos da matilha, nos cheiros no ar.
E, para minha surpresa... Leon nunca tinha se envolvido com nenhuma das fêmeas dali.
— Tá com ciúmes? — ele perguntou, os olhos azuis me escrutinando com aquele sorriso de quem já sabe a resposta.
—Só curiosa — murmurei, me apoiando no peito suado dele. — Achei que você desse em cima de todas. Foi uma surpresa perceber que... eu tenho exclusividade.
Vi seus olhos vacilarem. Por um segundo, ele baixou a guarda.
— Gosto de você. Quem sabe… quando completar dezoito. Estarei maduro, e se você for minha companheira de alma, eu enfrentarei o Supremo por você.
Meu coração falhou uma batida. Acontece que já sei que não pertenço a ele ou a essa matilha, pertenço a um bruto que nunca me olhou com carinho, nem um décimo de como Leon me olha agora. A deusa Selene nos fez em pares e cada ser sobrenatural procura o seu. Um lobo sem par pode enlouquecer e virar um feral, sem conseguir tornar ao corpo humano, normalmente aos dezoito anos nos transformamos e achamos nosso par.
— E se eu não for? — perguntei baixinho já sabendo a resposta, ele busca o que todo lobo sonha, sua companheira de alma. Seu vínculo.
Ele respirou fundo, seus olhos buscando amenizar a verdade.
— Bem, teríamos que seguir nossa busca pelos nossos companheiros, mas pedirei a deusa todos os dias que seja você minha ruivinha.
— Então continuará me ensinando como mascarar minha excitação? — provoquei, com um sorriso triste.
A verdade?
O fato dele querer brigar por mim aquecia meu coração...
Mas também doía.
Porque eu já sei que ele, infelizmente, não e o meu destino. Os lobos costumam saber seus pares aos dezoito anos, assim como acontece a primeira transformação. Meu caso foi uma exceção. E eu não tenho coragem para perder isso que temos agora, pode ser egoísta, mas quero viver essa paixão.
- Não faz essa carinha, ruivinha — ele disse, puxando meu queixo. — Cada coisa a seu tempo. Vamos viver o hoje.
Ele me beijou com fome. Um beijo que sugou a alma e me deixou flutuando.
— Hoje, eu sou seu — sussurrou entre beijos — e você é minha.
Mesmo que, por enquanto... eu não possa estar *aqui dentro.
Sua mão espalmada pousou na minha entrada, me levando ao delírio com a pressão precisa. Logo depois, sua boca começou a sugar meu monte com voracidade, me fazendo gritar de prazer.
Eu não imaginava que um macho pudesse me fazer tão bem nessa vida.

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