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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 7

Eliz

Eu achava que Leon era igual ao Supremo. Um galinha. Um lobo bonito e perigoso, sempre pronto para a próxima fêmea.

Mas eu estava errada.

A curiosidade começou a me corroer. Depois de uma rodada particularmente intensa de orgasmos, venci a vergonha e passei a observar com mais atenção.

Comecei a investigar discretamente — prestando atenção em conversas soltas, nos cochichos da matilha, nos cheiros no ar.

E, para minha surpresa... Leon nunca tinha se envolvido com nenhuma das fêmeas dali.

— Tá com ciúmes? — ele perguntou, os olhos azuis me escrutinando com aquele sorriso de quem já sabe a resposta.

—Só curiosa — murmurei, me apoiando no peito suado dele. — Achei que você desse em cima de todas. Foi uma surpresa perceber que... eu tenho exclusividade.

Vi seus olhos vacilarem. Por um segundo, ele baixou a guarda.

— Gosto de você. Quem sabe… quando completar dezoito. Estarei maduro, e se você for minha companheira de alma, eu enfrentarei o Supremo por você.

Meu coração falhou uma batida. Acontece que já sei que não pertenço a ele ou a essa matilha, pertenço a um bruto que nunca me olhou com carinho, nem um décimo de como Leon me olha agora. A deusa Selene nos fez em pares e cada ser sobrenatural procura o seu. Um lobo sem par pode enlouquecer e virar um feral, sem conseguir tornar ao corpo humano, normalmente aos dezoito anos nos transformamos e achamos nosso par.

— E se eu não for? — perguntei baixinho já sabendo a resposta, ele busca o que todo lobo sonha, sua companheira de alma. Seu vínculo.

Ele respirou fundo, seus olhos buscando amenizar a verdade.

— Bem, teríamos que seguir nossa busca pelos nossos companheiros, mas pedirei a deusa todos os dias que seja você minha ruivinha.

— Então continuará me ensinando como mascarar minha excitação? — provoquei, com um sorriso triste.

A verdade?

O fato dele querer brigar por mim aquecia meu coração...

Mas também doía.

Porque eu já sei que ele, infelizmente, não e o meu destino. Os lobos costumam saber seus pares aos dezoito anos, assim como acontece a primeira transformação. Meu caso foi uma exceção. E eu não tenho coragem para perder isso que temos agora, pode ser egoísta, mas quero viver essa paixão.

- Não faz essa carinha, ruivinha — ele disse, puxando meu queixo. — Cada coisa a seu tempo. Vamos viver o hoje.

Ele me beijou com fome. Um beijo que sugou a alma e me deixou flutuando.

— Hoje, eu sou seu — sussurrou entre beijos — e você é minha.

Mesmo que, por enquanto... eu não possa estar *aqui dentro.

Sua mão espalmada pousou na minha entrada, me levando ao delírio com a pressão precisa. Logo depois, sua boca começou a sugar meu monte com voracidade, me fazendo gritar de prazer.

Eu não imaginava que um macho pudesse me fazer tão bem nessa vida.

Esse era o Leon. O Alfa temido lá fora… e completamente fofo e paciente aqui dentro.

Queria tanto que a deusa tivesse me feito sua companheira...

Mas e se ele ficar magoado quando eu contar que já sei que tenho um companheiro? Ou pior… e se ele achar a verdadeira companheira dele?

Isso vai ser um desastre, não importa o lado que eu olhar.

Adormecemos abraçados, em conchinha. Seu membro rígido encostado involuntariamente em mim, mesmo enquanto dormia. Tentei não pensar demais. Mas meu corpo... meu corpo tomou a decisão.

Peguei seu membro e o guiei até o meu orifício traseiro, empinando a bunda lentamente, sentindo ele me abrir aos poucos.

— Tem certeza disso? — ele perguntou, a voz rouca e ainda sonolenta, mas seu corpo… ah, seu corpo já sabia.

Não respondi com palavras. Apenas empinei mais.

Ele entrou até a metade, me abrindo com dor e prazer. Gemeu baixinho, tentando se controlar.

Sua mão começou a massagear meu monte com a mesma precisão de sempre.

E quando ele se moveu, dentro de mim, parou um pouco esperando meu corpo se moldar a ele, seus músculos tensos com a força que ele controlava pra não me machucar, quando ele se começou a se mover...o mundo desfez ao redor.

O orgasmo veio com força. Quente. Selvagem. Completo.

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