“Algumas mulheres lutam por amor. Outras preferem provar que poderiam tê-lo tido.”
Algumas mulheres atacam com gritos. Outras preferem algo muito mais eficiente.
Um sorriso elegante, uma lembrança do passado. E uma única frase capaz de transformar a segurança em dúvida.
Elena ainda não sabia… mas Valentina Orsini tinha acabado de escolher exatamente onde iria ferir.
Valentina continuava observando cada microexpressão que atravessava o rosto de Elena, como alguém que analisa cuidadosamente as reações de uma pessoa diante de uma revelação inesperada.
— Nós nos encontramos brevemente antes — continuou, com a mesma elegância controlada — naquele restaurante.
Ela inclinou levemente a cabeça, como se estivesse revisitando mentalmente a cena.
— Eu disse que tinha confundido você com outra pessoa.
A pausa que veio em seguida foi curta, mas carregada de intenção.
— Mas a verdade… — continuou, abaixando levemente o tom de voz, como se estivesse compartilhando algo confidencial — é que eu só queria ver de perto a mulher que tinha chamado a atenção de Damian Cavallari.
Os olhos de Valentina deslizaram lentamente sobre Elena, avaliando cada detalhe com uma calma que parecia calculada.
Pelo rosto, pelo vestido, pela mão, até o anel.
A esposa do empresário ao lado de Elena lançou um olhar rápido entre as duas, percebendo imediatamente que havia algo naquela conversa que ultrapassava a cordialidade social.
Elena manteve a postura ereta.
— Já que sabe quem eu sou, não precisamos mais de apresentações. — respondeu com calma.
Valentina inclinou levemente a cabeça, como se estivesse apreciando a resposta. Por um instante, ela permaneceu em silêncio, observando Elena com uma atenção quase divertida, como alguém que analisa uma peça interessante em um jogo que já começou há muito tempo.
Então o sorriso dela se ampliou. Não era exatamente simpático. Era… condescendente.
— Claro — disse finalmente, com uma suavidade que parecia polida demais para ser genuína. — Isso certamente facilita as coisas.
Os olhos de Valentina voltaram a percorrer o rosto de Elena, demorando um pouco mais do que seria socialmente aceitável, como se estivesse avaliando não apenas a aparência dela, mas também a firmeza que ela tentava sustentar naquele momento.
Elena sentia o próprio coração bater mais rápido do que gostaria.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário