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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 255

“Existem momentos que não mudam apenas um dia… eles redefinem tudo o que vem depois.”

Nada do que Damian Cavallari havia enfrentado em toda a sua vida o preparou para aquele momento em que percebeu, com uma clareza quase cruel, que estava prestes a perder completamente o controle… e, pela primeira vez, não havia nada que pudesse fazer além de amar e esperar.

O caminho até o hospital pareceu infinitamente mais longo do que realmente era, não porque a distância tivesse mudado, mas porque cada segundo carregava um peso diferente, mais denso, mais urgente, como se o próprio tempo tivesse decidido se esticar apenas para testar até onde o coração de Damian Cavallari seria capaz de suportar sem ceder completamente.

Ele não soltou a mão dela em nenhum momento.

Nem quando a ajudou a entrar no carro com cuidado redobrado, como se qualquer movimento em falso pudesse quebrar algo precioso demais para ser arriscado, nem quando repetia instruções desconexas, tentando organizar uma lógica que já não fazia mais sentido dentro da própria cabeça, e muito menos quando a olhava, buscando algum sinal de controle… mesmo sabendo, no fundo, que havia perdido qualquer ilusão de domínio sobre aquela situação.

— Está tudo bem… vai ficar tudo bem… — ele murmurava, com a voz baixa, repetitiva, mais como uma tentativa desesperada de convencer a si mesmo do que qualquer outra coisa.

Elena, mesmo sentindo a dor crescer em ondas cada vez mais intensas, profundas e inevitáveis, encontrou forças para sorrir, porque, entre uma contração e outra, ainda havia espaço para aquilo que realmente importava.

— Eu sei… — sussurrou, apertando a mão dele com firmeza — você está aqui.

E isso… era suficiente.

Quando chegaram ao hospital, o mundo ao redor se transformou em movimento, em uma sequência quase caótica de vozes, passos apressados, portas que se abriam e fechavam, luzes fortes e mãos que conduziam, organizavam, preparavam, mas, para Damian, tudo aquilo parecia distante demais, abafado, como se estivesse acontecendo em outro plano que não o dele.

Porque, no meio de tudo só existia ela e o filho deles.

O trabalho de parto não foi rápido, nem simples, e, pela primeira vez em toda a sua vida, Damian se viu diante de algo que não podia controlar, antecipar ou resolver com estratégia, inteligência ou força, e essa constatação o atingiu com uma intensidade silenciosa, quase brutal, obrigando-o a permanecer ali, apenas presente, apenas humano, apenas alguém que segurava a mão da mulher que amava enquanto ela enfrentava algo que ele jamais poderia fazer por ela.

Os dedos dele permaneceram entrelaçados aos dela o tempo inteiro, firmes, constantes, como se aquele fosse o único ponto de equilíbrio em meio ao caos, enquanto sua voz surgia baixa, próxima, carregada de uma certeza que ele não sentia… mas precisava oferecer.

— Você está indo muito bem… — murmurou, inclinando-se levemente — eu estou aqui… eu não vou sair.

Elena apertou a mão dele com força, com os olhos fechados, e a respiração irregular, buscando dentro de si uma força que não vinha apenas do corpo, mas de tudo o que havia vivido até ali, de tudo o que havia escolhido, de tudo o que agora se transformava em vida.

E então… o momento chegou.

O som veio primeiro forte, vivo e inconfundível.

O choro de um bebê preenchendo o ambiente com uma presença que parecia maior do que o próprio espaço ao redor.

Mas, para Damian, não era apenas um som. Era o fim de tudo o que ele temia. E o começo de algo que ele não sabia nomear… mas que sentia com uma intensidade tão profunda que quase doía.

Ele não percebeu quando começou a chorar. Não percebeu quando a respiração falhou, quando a visão embaçou ou quando o mundo inteiro pareceu se reorganizar ao redor daquele único instante.

— Senhor Cavallari… — a médica disse, com um sorriso tranquilo — o senhor quer segurar seu filho?

Ele assentiu, sem conseguir responder, sentindo as mãos tremerem levemente ao receber aquele pequeno corpo em seus braços, como se tivesse medo de não ser digno de tocar algo tão perfeito, tão frágil… tão absolutamente dele.

Brandon.

O nome ecoou dentro dele como uma promessa silenciosa.

O bebê ainda chorava, o corpo pequeno se movia, a respiração era rápida, intensa, como se estivesse tentando entender aquele novo mundo que havia acabado de chegar, e Damian o observou com uma atenção quase reverente, absorvendo cada detalhe como se quisesse guardar tudo dentro de si para sempre.

Os olhos verdes, profundos, vivos. Tão parecidos com os dela que, por um segundo, ele não soube distinguir onde terminava um… e começava o outro. Os cabelos escuros, tão claramente dele que aquilo o atingiu de uma forma inesperada.

Uma mistura linda e perfeita dos dois.

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