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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 257

“Algumas vidas mudam o mundo… outras mudam apenas uma família. E, às vezes… isso é tudo.”

O entardecer chegou de forma lenta, quase cuidadosa, como se o próprio dia se recusasse a terminar rápido demais, espalhando tons dourados pelo jardim enquanto o céu começava a se transformar em um degradê suave entre o azul e o laranja, criando aquele tipo de cenário que não precisava de palavras… apenas de presença.

E, pouco a pouco, o ritmo da casa também mudou.

As risadas continuavam, as vozes ainda se misturavam, mas agora tudo parecia mais calmo, mais tranquilo, como se o dia tivesse sido vivido o suficiente para que o silêncio pudesse, finalmente, se acomodar sem pressa.

Elena estava sentada à beira da piscina, com os pés tocando levemente a água, observando o reflexo das luzes que começavam a acender ao redor, enquanto Francesca descansava em seu colo, tranquila, com a cabeça apoiada contra o peito da mãe, como se aquele fosse o lugar mais seguro do mundo e, de fato, era.

Os dedos de Elena se moviam lentamente pelos cabelos ruivos da filha em um gesto automático, quase inconsciente, enquanto o olhar dela se perdia por um instante na cena à frente.

Sophia, um pouco mais afastada, ria de algo que Benjamin dizia, inclinando o corpo na direção dele com uma leveza que não existia antes, enquanto Brandon, que até poucos minutos antes resistia ao cansaço, começava a se remexer sonolento nos braços da tia, com o pequeno corpo buscando instintivamente mais conforto, mais segurança.

Benjamin ainda fazia carinho nas orelhas de Spock, que permanecia fiel ao lado de Sophia, mas foi então que Brandon fez um pequeno bico, franzindo levemente o rosto enquanto despertava, com os olhos pesados procurando algo específico.

Ou melhor…alguém.

— Pa-pai… — murmurou, com a voz baixa, quase manhosa.

Damian, que estava alguns passos atrás, ouviu imediatamente. Sem hesitar, ele se aproximou, inclinando-se na direção do filho com um cuidado natural, como se aquele gesto fizesse parte dele desde sempre, e estendeu os braços.

Brandon não pensou duas vezes. Se inclinou na direção do pai, encaixando-se ali como se aquele fosse, sem qualquer dúvida, o lugar onde ele sempre pertenceria.

Damian o ergueu com facilidade, ajustando-o contra o peito, enquanto uma das mãos subia automaticamente até os cabelos do menino, bagunçando-os com carinho antes de puxá-lo um pouco mais para perto.

— Ei… campeão… — murmurou, com a voz baixa, quente, carregada de um amor que já não precisava mais ser escondido — o sono venceu?

Brandon apenas assentiu, ainda meio sonolento, apoiando o rosto no ombro do pai.

E então Damian o beijou.

— Eu te amo, campeão — sussurrou, quase inaudível, mas suficiente.

Brandon não respondeu com palavras. Mas o pequeno suspiro satisfeito, e o corpo relaxando completamente nos braços dele… disse tudo.

Alessandro e Beatrice estavam sentados numa espreguiçadeira vendo o pôr do sol, enquanto Giulia dormia agarrada nos braços do pai, com os dedinhos enrolados nos cabelos castanhos dele como se, mesmo dormindo, não quisesse soltá-lo.

Por um breve segundo, Elena fechou os olhos, absorvendo aquele instante com uma intensidade silenciosa.

— Você faz isso às vezes — a voz de Damian surgiu ao lado dela, baixa, próxima e carregada daquela calma que ele só permitia existir ali, agora com Brandon apoiado contra o peito.

Ela abriu os olhos devagar, sem pressa.

— Isso o quê?

Ele se sentou ao lado dela, ajustando o filho com cuidado antes de apoiar os braços nos joelhos, observando a mesma cena que ela.

— Fica olhando como se estivesse tentando guardar tudo.

Elena sorriu de leve, porque ele não estava errado.

— Talvez eu esteja.

Damian virou o rosto na direção dela, analisando cada detalhe da expressão dela como sempre fazia, como se ainda estivesse aprendendo a reconhecê-la mesmo depois de tudo.

— Você ainda tem medo?

A pergunta não foi pesada, nem acusatória, mas sincera.

E Elena demorou um instante antes de responder, não porque não soubesse, mas porque queria ser honesta.

— Não… — disse, por fim, com a voz baixa — porquê eu tenho você.

Margareth conversava com Maria perto da mesa, discutindo algo sobre organização que claramente só fazia sentido para ela, enquanto Maria tentava acompanhar sem perder o ritmo, já completamente inserida naquele universo que um dia pareceu distante demais.

— Eu ainda acho que você precisa de mais organização — Margareth dizia.

— Eu ainda acho que você precisa aceitar sair com o Charles — Maria retrucou.

Margareth corou, desviando o olhar para onde James conversava com o jardineiro, que piscou sem hesitar para a jovem senhora.

Na varanda, Sophia encostou levemente a cabeça no ombro de Benjamin, e os dois, agora em silêncio, olhavam o mesmo horizonte que, anos antes, parecia distante demais para qualquer um deles alcançar.

— Você lembra do dia que falou com meu cunhado? — ela perguntou, com um sorriso contido.

Benjamin soltou uma respiração baixa.

— Eu nunca vou esquecer.

— Você ficou com medo?

— Eu tinha certeza de que ia morrer.

Sophia riu.

— E mesmo assim ficou.

Ele virou o rosto na direção dela.

— Eu ficaria de novo.

E, sem hesitar, ele se aproximou, beijando os lábios dela em um gesto lento, delicado… verdadeiro.

De volta à piscina, Damian observava tudo. E, pela primeira vez… ele sorriu sem reservas.

Elena encostou levemente o ombro no dele, como se soubesse exatamente onde os pensamentos dele estavam.

— Você está quieto…

— Eu estou… pensando.

— Isso é perigoso.

Ele soltou um riso baixo.

— Nem sempre.

Ela virou o rosto na direção dele.

— E no que você está pensando?

Damian olhou para frente mais uma vez, absorvendo cada detalhe daquela cena, o filho adormecido em seus braços, a filha segura no colo de Elena, a família espalhada ao redor como se quisesse gravar tudo dentro de si.

E então respondeu.

— Que, se alguém me dissesse, anos atrás, que eu teria tudo isso… eu não teria acreditado.

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