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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 256

Sete anos haviam passado, não de forma abrupta ou marcada por grandes rupturas, mas com aquela suavidade quase imperceptível de quem vive dias bons o suficiente para não contar o tempo, como se cada momento tivesse sido absorvido com calma, permitindo que a vida se reorganizasse ao redor deles sem pressa, sem urgência, apenas crescendo, amadurecendo e, finalmente, se tornando exatamente aquilo que sempre deveria ter sido.

A casa estava cheia.

Não de silêncio, nem de formalidade, mas de vida em sua forma mais simples e mais bonita, com risos ecoando pelo jardim em diferentes tons e alturas, misturados ao som leve da água da piscina e ao vento suave que atravessava as árvores, balançando folhas e carregando consigo aquela sensação tranquila de que tudo, absolutamente tudo, finalmente havia encontrado o seu lugar.

Sentada na varanda, de frente para a paisagem, Sophia, agora com dezesseis anos, segurava a mão de Benjamin com naturalidade, enquanto observava o horizonte com tranquilidade, e o leve sorriso em seus lábios deixava claro que ela estava feliz, sem precisar esconder ou proteger esse sentimento.

Benjamin dizia algo baixo, próximo demais, como se aquele espaço entre eles fosse íntimo, seguro, pertencente apenas aos dois, e ela ouvia com atenção, inclinando levemente a cabeça na direção dele, como quem já sabia exatamente o que aquele gesto significava.

Porque, para chegar até ali, ele havia passado pelo maior teste de todos.

Damian Cavallari.

— Então você está me dizendo que suas intenções são sérias? — Damian perguntou naquela tarde, sentado atrás da mesa, com os braços cruzados e o olhar fixo, avaliando cada micro expressão do garoto com uma precisão quase intimidante.

Benjamin engoliu em seco, mantendo a postura o melhor que podia.

— Sim, senhor.

Damian inclinou levemente a cabeça, como se estivesse analisando não apenas a resposta… mas a forma como ela foi dada.

— E o que exatamente você considera “sério”?

O silêncio que se seguiu se arrastou por segundos longos e pesados demais, testando a resistência de Benjamin de uma forma que nenhuma prova jamais testaria.

— Eu gosto dela — respondeu, por fim.

Damian não se moveu.

— Gostar não é suficiente.

Benjamin respirou fundo, reunindo uma coragem que não vinha da confiança… mas da necessidade.

— Eu cuido dela.

E foi nesse momento, pequeno e quase imperceptível, que algo mudou.

Damian não sorriu. Não demonstrou aprovação, mas também não negou. E, depois de uma pausa longa o bastante para ser desconfortável, ele assentiu. Mas não sem antes impor certas regras, claro.

De volta ao presente, Sophia apertou levemente a mão de Benjamin, como se ainda carregasse dentro de si o peso e o valor daquela aprovação silenciosa. Para ela, aquilo tinha sido importante, porque o cunhado, não era apenas cunhado, era o homem que ela aprendeu a amar como um pai.

Na cozinha, a energia era diferente.

Mais caótica, mais movimentada, mas ao mesmo tempo, profundamente familiar.

Beatrice organizava os pratos com a naturalidade de quem já dominava aquele espaço, movendo-se entre bancadas e armários com eficiência tranquila, enquanto Elena, ao lado dela, ajudava Maria e Margareth a levar as travessas para a área externa, enquanto o ambiente era preenchido por conversas sobrepostas, pequenas discussões e comentários que surgiam sem qualquer ordem.

— Cuidado com isso — Margareth alertava, mesmo sem necessidade — eu não quero acidentes hoje.

— Você nunca quer — Maria respondeu, sem perder o ritmo.

Elena riu baixo, trocando um olhar cúmplice com Beatrice.

— Isso aqui virou oficialmente um evento familiar — Beatrice comentou, ajeitando uma travessa.

— E você achou que seria diferente? — Elena respondeu, com um sorriso leve.

Do lado de fora, a cena era ainda mais viva.

Giulia, com seus seis anos de energia inesgotável, corria pelo jardim com passos rápidos e desajeitados, com os cabelos balançando enquanto tentava escapar de Brandon, que vinha logo atrás, rindo alto, determinado demais para alguém da idade dele, enquanto Spock, já mais velho, mas ainda orgulhosamente resistente, corria junto, recusando-se a ficar para trás, como se o tempo simplesmente não tivesse permissão para desacelerá-lo.

— Eu vou te pegar! — Brandon gritou, com a voz cheia de empolgação.

— Não vai! — Giulia respondeu, gargalhando, sem diminuir o ritmo.

Perto da piscina, Alessandro estava acomodado em uma das espreguiçadeiras, com Francesca nos braços, observando cada detalhe da menina com uma atenção que não vinha apenas do carinho, mas de um tipo de amor que ele ainda estava aprendendo a nomear.

A pequena, com seus cabelos ruivos suaves e olhos azuis intensos, o encarava como se ele fosse o centro do mundo naquele momento, com o sorriso banguela aberto, despreocupado, completamente apaixonado, enquanto as mãozinhas se moviam no ar, tentando alcançar algo que apenas ela entendia.

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