“Algumas histórias não terminam no amor… elas começam quando ele decide crescer.”
Os meses passaram de forma calma e quase imperceptível, sem grandes mudanças ou acontecimentos marcantes, como se o tempo tivesse desacelerado para que eles pudessem aproveitar cada momento com mais presença e tranquilidade.
E, quando perceberam, o ano já havia mudado, trazendo não apenas novos dias, mas também novos começos que, dessa vez, nenhum deles tinha mais medo de viver.
E foi assim, quase sem perceber, que chegou o dia do casamento de Beatrice e Alessandro.
A cerimônia aconteceu em uma manhã clara, banhada por uma luz suave que parecia ter sido cuidadosamente escolhida para aquele instante, como se o mundo, por um breve momento, tivesse decidido colaborar com a felicidade deles, criando um cenário onde tudo era simples, íntimo e profundamente verdadeiro.
Não houve ostentação, nem exageros, apenas o essencial.
Família, amigos e todos aqueles que haviam caminhado ao lado deles, em cada fase, em cada escolha, em cada momento que construiram aquela história.
Damian e Elena estavam ali. Não apenas como padrinhos. Mas como testemunhas vivas de um amor lindo, puro e verdadeiro. E, enquanto Beatrice caminhava em direção ao altar, com os olhos brilhando e um sorriso que carregava mais emoção do que qualquer palavra poderia traduzir, Alessandro sentiu, com uma clareza quase esmagadora, que tudo o que havia vivido até ali havia sido apenas um caminho necessário para levá-lo exatamente àquele momento.
Mas, se havia algo que realmente roubava a atenção… era Sophia.
Vestida como dama de honra, radiante, girando antes mesmo da cerimônia começar, completamente alheia à importância formal do evento, vivendo tudo com a leveza de quem simplesmente é feliz, como se aquele fosse o dia mais mágico da sua vida.
E, ao lado dela… Benjamin. O primo de Aurora. O garotinho de cabelos loiros e olhos azuis usava um terno feito sobre medida e caminhava ao lado de Sophia com os olhos brilhando e um sorriso esmagador. Ele segurava a mão dela com uma naturalidade que, para qualquer pessoa, pareceria inocente.
Mas não para Damian.
Ele observava a cena em silêncio. Com os braços cruzados e o olhar fixo, avaliando cada movimento com uma atenção que beirava o exagero.
— Eu não gosto desse menino… — murmurou, sem desviar os olhos.
Elena, ao lado dele, precisou morder o lábio para não rir.
— Ele tem dez anos, Damian.
— Exatamente — respondeu, seco, ainda observando — e já está confortável demais.
— Você está ouvindo o que está dizendo?
— Estou.
— Você está com ciúmes.
— Eu estou sendo apenas cuidadoso.
Elena soltou uma risada baixa, encostando-se levemente nele.
— Você vai infartar antes do Brandon nascer.
Mas, no instante em que Sophia virou o rosto e sorriu para ele, o olhar dele suavizou. Porque ela estava feliz e era a sua princesinha e talvez Elena estivesse certa, ele estava exagerando.
A cerimônia seguiu de forma leve, envolvente, carregada de significado em cada gesto, em cada olhar trocado, em cada promessa feita com a segurança de quem já havia vivido o suficiente para entender o valor de permanecer, e, quando Alessandro finalmente segurou a mão de Beatrice, como se aquele simples gesto fosse a confirmação de tudo o que haviam construído, ficou claro para todos que aquilo não era apenas um casamento… era a continuidade de algo que já existia há muito tempo.
Mas as surpresas não terminam por ai….
Depois da lua de mel, aconteceu algo que ninguém esperava, mas que, no fundo, parecia inevitável.
Beatrice descobriu a gravidez em uma manhã comum, daquelas que não anunciam nada especial, mas que, silenciosamente, mudam tudo.
E Alessandro… simplesmente não estava preparado. Porque, ao ouvir a notícia, ele ficou em silêncio por alguns segundos, piscou como se estivesse tentando processar, abriu a boca para dizer algo… e falhou completamente.
Desmaiando em seguida.
— Alessandro? — Beatrice encarou o esposo assustada. — Meu Deus Damian, faça alguma coisa!
Damian, é claro, não perdeu um segundo. Pegou o celular do bolso da calça e se aproximou devagar.
— Ele vai ficar bem. Agora deixa eu registrar, porque isso é material histórico — declarou, segurando o celular com um orgulho absolutamente inaceitável — isso vai ser exibido em todas as reuniões de família.
— Você não vai fazer isso — Alessandro respondeu, já recuperado, mas ainda visivelmente abalado.
— Já está salvo em três lugares diferentes.

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