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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 11

Damon Thorn

Me inclinei na poltrona, ainda com o gosto do maldito beijo queimando nos lábios.

O que aquela mulher queria fazer comigo?

Caroline Hart.

A humana que apareceu do nada, despedaçada por dentro e mesmo assim... perigosa. Irritantemente atraente.

Ela havia me beijado. E aquilo me tirou do eixo.

Fazia tempo que ninguém me tocava daquele jeito.

Fazia tempo que eu não desejava alguém com tanto ódio quanto fome.

E o pior?

Eu queria mais daquilo.

Mas não era piedade o que me fazia querer protegê-la.

Era algo mais bruto. Instintivo.

Primitivo.

E se Zion Wallace queria vê-la destruída...

Então eu começaria por ele.

Me levantei da cadeira, peguei as chaves e saí da construtora — a fachada humana que usava há anos para manter controle sobre as terras. Entrei no carro e dirigi, sem pressa, pelas trilhas de terra que levavam ao coração da propriedade.

A floresta era um abrigo. Ali eu respirava com liberdade.

Longe de olhos curiosos.

Longe de regras humanas.

Estacionei perto da Casa de Reuniões, um casarão de pedra e madeira cercado por névoa natural e silêncio. Victor já estava na varanda, como se tivesse pressentido minha chegada.

"Problemas?" ele perguntou, direto.

"Zion Wallace." Subi os degraus.

Meu beta arqueou uma sobrancelha.

"Quero tudo sobre ele. Onde pisa, o que esconde, com quem transa. Me dê uma brecha e eu acabo com ele."

"Esse é o ex da...cozinheira, não é?"

"Ex-noivo. E advogado manipulador. Armou para ela. E agora ela tá aqui. Sem saber quem sou. Sem saber onde está pisando." Minha voz saiu mais baixa, mais escura. "E eu não vou deixar que encostem nela de novo."

Victor já mexia no celular, chamando os contatos certos. "Amanhã de manhã você vai ter algo."

"Preciso disso rápido."

Victor assentiu com um gesto e se afastou.

Fiquei ali por alguns segundos, sozinho no topo da escada, o silêncio da floresta apertando ao redor.

O vento carregava o cheiro úmido da terra. As árvores se curvavam sob o peso da escuridão.

E, por dentro, meu lobo se agitava.

Senti o olhar arder em mim quando me virei para o reflexo escuro no vidro da porta.

Os olhos que me encaravam de volta não eram os de um homem comum.

E eu sabia disso.

Eram os olhos de um Alfa.

Profundos. Afiados. Com uma sombra que não pertencia a este mundo.

O tipo de olhar que fazia predadores recuarem… e presas congelarem.

Caroline não sabia o que via quando me olhava assim.

Mas sentia.

As pessoas sempre sentem.

O silêncio do lugar me irritava.

Mas o verdadeiro barulho vinha de dentro.

Fechei a porta com força contida. Fui até a cozinha escura, servi um uísque e fiquei ali, parado, encarando o nada.

Caroline estava em algum canto do chalé.

Mas parecia estar em todo lugar.

O cheiro dela. O calor que ela deixava no ar.

O gosto do beijo, ainda queimando na minha boca.

Eu deveria estar focado em proteger o território, em vigiar ameaças, manter tudo em ordem.

11. Provas contra o inimigo. 1

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