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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 26

Damon Thorn

Saí do escritório sem olhar para trás.

Não por frieza. Mas, porque, se olhasse, não teria forças para sair.

A dor e a incerteza nos olhos da humana eram piores do que qualquer ferida. Pior do que qualquer cicatriz que eu carregava nas costas.

Mas eu precisava sair de sua presença. Eu não consigo me expressar sobre pressão.

Meu corpo ainda sangrava. A transformação noturna deixara suas marcas. Mas o que doía de verdade era outra coisa.

Era a vontade de contar tudo. De segurá-la. De dizer que ela não era só uma cozinheira. Que ela era tudo o que o meu lobo queria.

E que isso me aterrorizava…

Caminhei até a beira da floresta sem dizer uma palavra.

A noite caía e o céu estava escuro, e o ar estava mais denso do que o normal.

O lobo que tentou atacar Caroline já estava morto, mas eu sabia muito bem de onde era seu bando. Eles atacavam qualquer humano que ultrapassasse a floresta desacompanhado, mas eu ainda suspeitava que esse ataque foi pessoal.

Ali, sob a sombra das árvores, tirei a camisa e ajoelhei sobre a terra fria.

Fechei os olhos.

E deixei o lobo assumir.

A dor veio como uma febre rasgando ossos e pele. Meu corpo se curvou, se partiu, se reconstruiu.

E quando os olhos se abriram de novo, a cor não era mais azul.

Era quase ouro.

Corri.

Corri como se pudesse simplesmente deixar tudo para trás.

O cheiro dela ainda impregnava minha pele.

O gosto da raiva ainda ardia na minha garganta.

Mas o vento... o vento limpava.

O lobo era livre. Forte. Veloz.

E ainda assim, inquieto.

Então vieram as lembranças.

A clareira antiga. A noite de lua cheia. O cheiro de traição no ar.

Ela estava lá. A loba que um dia eu pensei ser minha.

Ao lado de quem?

De Eric.

Meu primo. Meu sangue.

O rosnado que escapou de mim fez os corvos baterem asas.

Eles tentaram me tirar do posto. Tentaram dividir a alcateia.

Usaram o amor como isca e a lealdade como veneno.

Tive que banir os dois.

Tive que ver a mulher que eu amava desaparecer entre as árvores, sem olhar para trás.

Desde então, construí muralhas dentro de mim.

E agora, uma humana aparecia com olhos firmes e coragem suficiente para querer atravessá-las.

Será que eu aguentaria passar por tudo de novo?

Será que ela seria diferente?

Ou será que o instinto estava me cegando?

Quando cheguei à clareira, meu tio já me esperava.

Marcus.

Velho, robusto, com a pelagem acinzentada e um olho opaco. Mas seu olhar atravessava a alma.

Transformei de volta.

Eu suspirei e me sentei ao seu lado.

"Já está na hora, não está?" ele disse, com a voz rouca como madeira antiga.

"Hora do quê?"

"De parar de fingir que não sabe o que ela é."

Fiquei em silêncio.

"Como sabe disso?"levantei a sobrancelha."

"Sou velho o suficiente para reconhecer um Alfa apaixonado. O lobo a escolheu, Damon. A marca está feita. Você não pode apagar isso."

"Ela é humana," murmurei. "Ela não entende esse mundo."

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