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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 27

Caroline Hart

“Você quer mesmo saber quem eu sou?”

Aquela pergunta ficou suspensa no ar, flutuando entre nós como um suspense — ou talvez como um convite.

Eu podia ouvir o som do vento atravessando as árvores ao fundo da casa, e por um segundo, tudo dentro de mim gritou para dar meia-volta. Para não ouvir. Para não saber.

Eu queria ir embora. Queria deixar essa cidade para sempre, e fugir de tudo, assim como fiz em Nova York.

Mas eu também sabia que fugir não era a cura. Só adiava a dor. Fugir deixava buracos, não cicatrizes.

E Damon… ele era uma ferida que não parava de sangrar.

No fundo, ele ainda tinha razão.

Eu era somente uma cozinheira frustrada que foi traída um mês antes do seu casamento, e eu não queria viver fugindo para sempre. Mas eu estava cansada de meias verdades. Cansada de silêncios.

Cansada de sentir que estava vivendo à margem de algo que me envolvia por completo.

Ele ficou me olhando por alguns segundos, como se esperasse que eu fugisse. Como se parte dele quisesse que eu fugisse.

Mas eu não fugi.

Também não respondi. Apenas desviei o olhar.

Ele entendeu.

Virou-se sem dizer mais nada. Caminhou lentamente para fora do jardim, em direção à floresta escura.

“Você quer que eu entre na mata com você agora?” perguntei, sem mover os pés. “No meio da noite? Depois de tudo que aconteceu?”

Ele parou, ainda de costas.

“Você quer respostas?” a voz dele soou firme, grave. “Então venha ver com os próprios olhos.”

Meu corpo hesitou. Eu ainda estava machucada. E não só por fora.

Damon tinha quebrado algo em mim com aquela discussão, com aquele distanciamento.

Mas também tinha me salvado. Me protegido. Me colocado de pé quando o mundo inteiro tinha tentado me derrubar.

“Obrigada,” murmurei, “por ter me ajudado com Zion... por me defender. Por me proteger. Mas isso não muda o fato de que você continua me tratando como uma intrusa na sua vida.”

Ele não respondeu. Só continuou andando.

Eu respirei fundo. O chão parecia frio sob meus pés, mesmo com as botas. Abracei meu próprio corpo tentando afastar o frio.

As árvores, tão altas e silenciosas, pareciam observar.

Talvez eu fosse louca.

Mas o segui.

A floresta se fechava ao nosso redor conforme entrávamos mais fundo. O som dos galhos quebrando sob nossos passos era o único ruído ali presente. Não havia conversa. Nem toque. Apenas a distância entre nós e o ar denso como névoa.

O cheiro de terra molhada subia do solo, misturado ao perfume de folhas esmagadas. Galhos arranhavam meus braços, e o frio começava a se infiltrar pela gola do casaco.

As sombras dançavam ao redor, como se a floresta respirasse com a gente.

Depois de alguns minutos, ele parou.

Estávamos perto de uma clareira. O mesmo lugar onde algo quase me matou.

Meu coração acelerou. Instintivamente, dei um passo para trás.

“Por que me trouxe aqui?”

Damon virou devagar, me encarando.

“Porque você quer saber a verdade, mas não sei se está pronta para isso, humana.”

O silêncio entre nós era denso. Eu sentia o cheiro das árvores, da terra molhada. Do medo.

“Mas antes,” ele disse, “preciso que prometa uma coisa.”

“Está brincando comigo?” retruquei, cruzando os braços.

“Prometa que não vai gritar.”

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