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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 47

Caroline Hart

Eu mal conseguia processar aquelas palavras dele.

“Se soubesse o que sinto, quando sinto seu cheiro, não teria dúvidas de que é você que eu quero. Seja a minha mulher, Caroline Hart. E o resto, nós resolveremos.”

Meu coração acelerou, mas uma parte de mim, a parte mais racional, estava completamente em negação.

Era isso o que ele queria?

Eu me senti invadida e, ao mesmo tempo, desejada. Thorn me tomava por completo, e o que ele estava dizendo parecia tão forte, tão definitivo.

Mas ele não entendia o que estava pedindo. Eu não era uma loba, eu não era a companheira dele. Eu era uma mulher com um passado,uma simples humana com traumas que ele não conseguia ver.

E ele estava me pedindo para ser a mulher dele.

“Eu não sei… se posso ser sua, Damon,” minha voz saiu baixa, quase quebrada. Eu tentei afastar a pressão que estava se formando no meu peito. “Você não pode simplesmente… falar isso como se fosse brincadeira.”

Mas ele não se afastou. Seus olhos azuis estavam fixos nos meus, e não havia mais dúvida neles. Ele queria, e ele estava exigindo de mim algo que eu não sabia como dar. Como poderia me entregar dessa maneira, sabendo que ele tinha um mundo inteiro em torno dele, algo que eu não entendia?

"Eu não entendo," eu disse, minha voz vacilando. “Eu não entendo o que você quer de mim, Damon. O que isso significa? O que você espera de mim?”

Ele respirou fundo, o olhar dele era mais suave, mas ainda com aquele fogo que nunca se apagava.

“Eu não sei o que isso significa também Hart,” ele admitiu com um tom de voz rouco. “Mas sei o que eu sinto. Sei que você é a única que está fazendo meu mundo girar agora. E não posso mais esconder isso.”

Nossos olhos se encararam.

Eu não conseguia mais fingir que nada estava acontecendo. A intensidade dele estava me sufocando, mas também me atraía de uma maneira que eu não sabia como lidar.

Ficar perto dele me enlouquecia.

Mas a possibilidade de ficar longe, me dilacerava.

Eu não era mais a mulher que achava que era. Eu tinha minhas inseguranças, meus medos, minhas cicatrizes. E ainda assim, ele estava ali, esperando por algo que eu não sabia se podia dar.

Mas ele me tocava de um jeito que ninguém mais havia tocado. Ele me fazia sentir viva de uma maneira que me assustava.

Ele deu um passo em minha direção, e eu senti minha respiração faltar. Eu estava em conflito, lutando contra o que ele despertava em mim. Mas uma parte de mim não queria mais lutar.

Eu senti a mão dele se aproximando de minha face, e sem dizer uma palavra, ele acariciou minha pele suavemente, quase como se tivesse medo de quebrar algo dentro de mim.

Eu não me afastei. Eu não podia.

"Eu não sou da sua espécie, Damon," eu disse, mais como uma constatação do que uma dúvida. "Eu não sei se isso é possível."

47. Mudanças. 1

47. Mudanças. 2

47. Mudanças. 3

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