Caroline Hart
A dança entre nós dois continuava silenciosa. Damon me puxou para mais perto, e o calor do corpo dele parecia me envolver, tão acolhedor, me dominando de uma maneira que eu não sabia controlar. A música tocava suavemente, mas o ritmo que eu sentia não vinha das notas. Ele estava me guiando, não apenas pelo movimento, mas pelas emoções que ele despertava em mim, e eu não sabia se isso era bom ou ruim.
Ele estava tão perto que eu podia sentir sua respiração, o peso da sua presença quase me sufocando. Mas o que mais me descontrolava era o toque dele. Suas mãos em minha cintura, os dedos pressionando minha pele, como se quisesse me marcar, como se me reivindicasse de uma maneira que não conseguia entender.
Eu conseguia sentir tudo. Mais vivido, mais intenso, como se ele pudesse me consumir. Por inteiro.
"Eu poderia dançar a noite inteira sem cansar com você, Hart."ele sussurrou em meu ouvido, fazendo meu corpo se arrepiar."
"O que nos impede?" eu respondi,"
O salão estava repleto de risos e conversas ao fundo, mas para mim, tudo ficou em silêncio quando ela entrou.
Era ela.
Os cabelos pretos e medianos, olhos castanhos, estatura baixa.
A mulher da foto.
A mulher que Damon já havia amado e, por algum motivo, que eu ainda não compreendia totalmente,ela havia o traído com o próprio primo. Cada passo dela em minha direção parecia aumentar a tensão no ar. O sorriso dela, cheio de ironia, me fez sentir uma raiva instantânea.
“Damon...” ela disse, com uma voz doce, mas com aquele tom sarcástico que não me era estranho. Ela olhou para mim com um sorriso de canto, claramente sabendo do que estava acontecendo, ou pelo menos fingindo que sabia." Quanto tempo."
Meu estômago virou. Meu peito apertou. Eu não consegui reagir. Fiquei ali, parada, como se minhas pernas tivessem sido feitas de chumbo.
Damon a olhou, e o olhar dele foi tão frio quanto a pedra, como se estivesse tentando ignorá-la, mas não conseguia. Ele deu um passo à frente, como se quisesse afastá-la de mim, mas a tensão entre eles era palpável.
“Você não é mais autorizada a estar aqui,” ele disse, com a voz dura, como se a simples presença dela fosse uma ameaça.
Eu vi o sorriso dela se alargar, mas ela não se moveu.
“Não faz sentido me afastar de você, Damon. Você não vai me mandar embora assim tão fácil,” ela provocou, e seu olhar não se desviou de mim, com uma malícia que eu não conseguia ignorar.
Ele fechou os punhos. Ele estava visivelmente irritado, e eu podia ver o ódio em seus olhos, mas o que me deixou mais desconfortável foi que ele não me olhou. Ele se virou para ela, afastando-se de mim, quase como se eu fosse apenas uma parte do cenário.
“Que porra você faz aqui?! Você não tem permissão para estar aqui, Liana” ele repetiu, a frieza em sua voz, deixando claro que essa mulher não tinha mais espaço em sua vida.
Ela me encarou de cima a baixo mais uma vez." Então é verdade, você adotou uma humana agora?"

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