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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 57

Caroline Hart

Pior do que uma traição, era ver todos os anos de carreira que você desenvolveu, serem jogados na lama.

Zion havia pago a minha faculdade de gastronomia. Uma faculdade fora de Nova York, no qual eu nunca conseguiria pagar, o problema é que fui tão ingênua, a ponto de acreditar que era por amor.

Minha vida mudou, da noite para o dia, ou o inverso.

E eu não sabia mais o que fazer para consertar.

Parte de mim, dizia que talvez tinha de ser assim.

Se Zion não tivesse feito o que fez, eu jamais conheceria Damon, eu jamais estaria grávida, já que meu querido ex, é infértil.

E eu estava a ponto de abrir mão do meu sonho de ser mãe biológica um dia, por amor a ele. E ele fez tudo o que fez.

A vida tinha suas surpresas.

Apoiei as mãos no box, tentando fazer com que os meus pensamentos fossem embora junto com a água. Mas não passavam.

"Pense Hart, mas não pense muito."

As palavras de Damon ecoavam em minha mente como um lembrete de que eu precisava me decidir.

Renunciar a minha parte humana pelo meu bebê? Ou fugir com ele para longe disso tudo?

Era uma decisão difícil… e a única coisa que eu tinha certeza, era de que não queria deixar Damon.

Enquanto era viva, minha mãe sempre dizia que o amor, vem na tempestade, quando mais nos sentimentos fracos, sozinhos, e assim Damon surgiu, mudando completamente a minha vida.

A vida com Damon, com o que estávamos construindo... tudo isso parecia tão certo, mas ao mesmo tempo, tão errado. Ele era tudo o que eu queria, tudo o que eu nunca soube que precisava. E, ao mesmo tempo, ele me puxava para um mundo que eu não entendia. Um mundo de mentiras, de segredos, de uma transformação que eu não escolhi. Um mundo de lobos, onde eu não sabia o meu lugar.

Dei um passo para trás, saí do box e me enrolei na toalha, sentindo a água escorrer pela pele fria. O que eu queria? O que eu deveria fazer? O que eu estava disposta a sacrificar por esse amor?

Antes que eu pudesse processar mais uma vez, o som da porta se abriu suavemente.

Damon estava ali.

“Você está bem, Hart?” Ele parecia preocupado, os olhos mais escuros do que o normal, e havia algo mais ali. Algo que ele não dizia, mas que eu podia sentir.

Eu respirei fundo, tentando não parecer tão vulnerável.

“Sim, eu estou. Só pensando em tudo que tem acontecido.”

Ele se aproximou lentamente, como se quisesse dar espaço, mas, ao mesmo tempo, seu olhar estava fixo em mim.

“Me perdoe por te pressionar, você não precisa decidir nada agora,” ele disse, a voz suave. “Eu vou estar aqui. Só confie em mim.”

E eu queria confiar. Eu queria acreditar que, mesmo com tudo o que estava acontecendo, ele não iria me abandonar. Mas, como eu poderia fazer isso?

Eu só podia sentir o peso das palavras dele ecoando em minha mente, e o peso do que viria. Ele estava certo em uma coisa: não havia como retroceder.

A decisão estava na minha mão.

Eu só precisava ter coragem de enfrentá-la.

As mãos quentes de Damon desceram sob meu braço. A toalha em meu corpo escorregou, me deixando despida em sua frente, por algum motivo eu estava sentindo vergonha.

Ele segurou em minha nuca, e se aproximou sussurrando em meu ouvido.

57. Ameaças 1

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