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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 9

Caroline Hart

Mais uma noite naquela casa. E meu sono simplesmente não vinha.

O meu querido chefe Damon estava estranho. Ele parecia ter ficado com raiva após a noite do jantar, e estava me tratando com indiferença.

Fiquei rolando na cama por horas, com o peito apertado e os pensamentos me sufocando. Quando finalmente levantei para tomar um pouco de ar, vi algo que me fez gelar.

Um uivo cortou o silêncio da madrugada — longo, dolorido, quase humano. Olhei em volta, mas não havia nada. Apenas a escuridão e o farfalhar das árvores.

Ao andar um pouco pelo jardim da mansão, notei marcas de queimadura em algumas pedras próximas ao bosque. Como se alguém tivesse acendido uma fogueira ali — ou algo muito mais intenso.

Mais adiante, vi riscos fundos na casca de uma árvore. Pareciam... garras. Eu já nem sabia o que eu estava vendo.

Engoli seco.

Não era normal. Esse lugar não era normal.

Mas talvez, minha cabeça estivesse tão cheia, que eu estivesse imaginando coisas.

Na manhã seguinte, já cansada e com a cabeça latejando, ouvi o som seco da notificação no meu celular. Um e-mail. Maldita curiosidade — eu devia ter ignorado.

Zion:

"Você devia ler com mais atenção os contratos que assinou, meu amor. A casa dos sonhos está no meu nome. Seus bens também. O carro, o apartamento, até o anel. Segunda-feira começo o processo de liquidação. Você pode ficar com o vestido de noiva, se quiser."

Senti meu estômago virar. Meus dedos tremiam quando mandei mensagem para meu advogado.

“Esse tipo de contrato não é legal. Ele não pode fazer isso. Tem que ter um jeito Simon.."

A resposta dele me atingiu em cheio fazendo meus olhos lacrimejarem.

“Infelizmente, se você assinou, Caroline… é permitido. Mas estamos tentando reaver seus bens, eu prometo.”

Antes que eu pudesse respirar fundo, o telefone vibrou de novo. Zion.

Atendi só para acabar logo com aquilo.

“Você ainda tem uma chance de fazer as pazes comigo”, ele disse, a voz fria como gelo. “Apareça no altar e a gente esquece tudo isso. Você não vai destruir a minha reputação por um capricho.”

A raiva subiu como um incêndio no meu peito.

“A sua reputação?” minha voz saiu cortante. “A minha é que está em pedaços, Zion! Você me traiu, me enganou, me usou… e ainda tem coragem de se fazer de vítima?”

“O mundo ainda te vê como a noiva perfeita”, ele retrucou. “Por enquanto.”

“VAI À MERDA.”

Desliguei e bloqueei aquele imbecil. Era o mínimo.

Saí do chalé como uma tempestade. Chutei um balde, empurrei uma cadeira, esmaguei uma flor sem querer. Nada era suficiente para extravasar a raiva fervendo em mim.

Tudo estava desmoronando. De um dia para o outro.

Em um dia eu era uma noiva feliz, havia ganhado um prêmio importante, e agora, nem se eu fosse contratada por um restaurante famoso, não poderia trabalhar enquanto esse maldito tivesse esse contrato sobre mim.

Entrei na mansão ainda ofegante, e foi então que parei, estática, ao ver a cena diante de mim.

Damon estava encostado no balcão, com uma mulher ao seu lado. Vestido justo, salto fino, sorriso escancarado. Ela tocava o braço dele, como se tivesse intimidade, como se aquilo fosse rotina.

“Se precisar que eu revise os relatórios da propriedade do sul, posso fazer ainda hoje”, ela disse com um sorriso insinuante. “Mas só se for com o senhor ao lado. Fica mais… estimulante.”

09. A Fera entre Nós 1

09. A Fera entre Nós 2

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