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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 155

POV: CHIARA

O peso imenso das portas duplas de madeira parecia reter toda a ansiedade do mundo do lado de dentro do hall. Meu pai manteve o braço firme junto ao meu, e aquela pressão morna era a única coisa que me impedia de desabar antes mesmo do primeiro passo. Quando os grandes batentes finalmente começaram a se abrir, o som imponente da marcha nupcial ecoou pelo ar, vibrando diretamente no meu peito.

A emoção subiu à minha garganta como um nó apertado, tirando o meu fôlego por um segundo completo. Eu tentei respirar fundo, controlando as lágrimas que ameaçavam borrar o trabalho impecável da maquiadora. Dando o primeiro passo para fora, a beleza do jardim se revelou diante de nós de uma forma que me deixou completamente atônita. Era uma cena de tirar o fôlego. A decoração estava impecável, com fileiras de flores brancas perfeitamente arranjadas ao longo do caminho de pedra e pequenos pontos de luz que reluziam suavemente sob o final de tarde. Dava para notar que cada detalhe, desde os tecidos finos que adornavam os bancos até a disposição das pétalas no chão, havia sido escolhido com um carinho e uma precisão impressionantes.

Conforme avançávamos lentamente, tentei absorver o ambiente, mas a atmosfera mudou sutilmente quando desviei o olhar para a plateia. Alinhados nos bancos do lado direito, uma fileira de homens sombrios chamou a minha atenção. Todos eles vestiam ternos escuros impecáveis e carregavam a mesma aura pesada, fria e intimidadora de poder que eu conhecia tão bem em Massimo. Eu não sabia quem eram, não conhecia os seus nomes ou os seus rostos, mas a postura rígida e o respeito que emanavam deixavam claro que eram homens de extrema importância dentro da máfia.

Sentindo o meu estômago revirar de leve, notei que alguns daqueles olhares não estavam nem um pouco satisfeitos com o nosso casamento. Eram expressões duras, desconfiadas e cheias de um julgamento silencioso que me causaram um frio genuíno na espinha, um medo primitivo de quem sabe que está pisando em um terreno perigoso. No entanto, apertei o braço do meu pai um pouco mais e busquei forças no meu próprio peito. Eu confiava em Massimo. Sabia, com cada fibra do meu ser, que ele jamais permitiria que qualquer mal me alcançasse. Ele iria me proteger de tudo e de todos ali dentro.

Guiada por essa certeza, eu finalmente levantei a cabeça e encarei o meu futuro marido no fim do corredor.

Massimo estava ali. Imponente. Lindo.

O terno escuro moldava perfeitamente os seus ombros largos, e a sua postura de líder era inegável. Mas o que realmente fez o resto do mundo desaparecer foram os seus olhos. Os olhos de Massimo estavam fixos em mim, brilhando com uma intensidade que quase me fez fraquejar as pernas. Ele não desviava o olhar por um único segundo; olhava-me como se a multidão ao redor, os homens da organização, os arranjos de flores e toda a opulência daquela festa simplesmente não existissem. Naquele momento, no mundo inteiro, só existíamos nós dois.

A caminhada que parecia eterna finalmente chegou ao fim. Paramos a poucos passos do altar, e o meu pai, respirando fundo para conter a própria emoção, soltou o meu braço devagar.

Massimo deu um passo à frente, quebrando a distância. Ele estendeu a mão direita e, em um gesto de profundo respeito, pegou na mão do meu pai. O silêncio que se instalou entre os dois era carregado de um significado que ia muito além das aparências.

— Eu estou confiando a você o meu bem mais precioso, Massimo — o meu pai disse, a voz saindo um pouco trêmula, mas cheia de uma dignidade firme. Ele olhou nos olhos do genro, sustentando o olhar do homem mais poderoso da cidade. — Por favor, cuide bem dela. É tudo o que eu te peço.

Massimo apertou a mão do meu pai com firmeza, demonstrando uma seriedade que me arrepiou. A rigidez habitual das suas feições suavizou-se apenas o suficiente para que a verdade em suas palavras ficasse clara.

— O senhor pode confiar, meu sogro — Massimo respondeu, a voz grave e segura ecoando entre nós. — Eu vou cuidar muito bem da sua filha. Dou a minha palavra.

Meu pai assentiu, visivelmente aliviado, e deu um passo para trás, indo ocupar o seu lugar na primeira fileira.

Massimo então se aproximou ainda mais de mim. O calor do seu corpo pareceu anular o vento fresco do jardim. Ele ergueu as mãos e, com uma delicadeza que poucos imaginariam que ele possuía, segurou os meus ombros e inclinou-se para a frente, depositando um beijo demorado e carinhoso na minha testa. O contato da sua boca na minha pele fez o meu coração desacelerar o ritmo frenético, trazendo uma paz absurda.

— Você está magnífica, Chiara. Absolutamente deslumbrante — ele sussurrou perto do meu rosto, os olhos fixos nos meus, brilhando com um orgulho possessivo e genuíno.

CAPÍTULO 155 1

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