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Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 128

PERSPECTIVA DA SERAPHINA

O salão da SDS tinha sido transformado de forma deslumbrante. Bandeiras de seda caíam das vigas, capturando a luz dos lustres acima e fazendo com que tudo brilhasse com um leve toque dourado. O ar vibrava com conversas, um zumbido baixo de poder e política entrelaçado com risadas, taças tilintando e o peso de olhares que pareciam avaliar tudo de uma só vez.

Os convidados chegavam continuamente: Alfas em ternos sob medida, Lunas vestidas em verdadeiras obras-primas de curvas e contornos, aliados e rivais se misturando sob o mesmo teto.

E, ao meu lado, o Lucian.

Eu deslizei a mão pelo braço dele com o pulso estável, apesar da nuvem de expectativa que pairava sobre o ambiente.

O colar que ele me deu duas noites antes repousava fresco e sólido contra o meu pescoço, seu pingente agindo como um lembrete a cada movimento sutil. O legado da avó dele, destinado à mulher que fosse digna de estar ao seu lado.

Esta noite, eu precisava estar à altura disso.

A voz do Lucian soava firme enquanto ele me guiava pelo salão de uma apresentação à outra.

"Seraphina Blackthorne," ele disse, com um orgulho contido, sua mão nunca se afastando muito da minha. "Minha namorada."

Cumprimentei cada Alfa, Luna e dignitário com uma graça contida, sem tropeços, sem me encolher.

Minhas palavras não soavam como polidez forçada ou nervosismo e os olhares avaliadores não queimavam como antes, não me faziam querer me encolher e me esconder.

Em vez disso, eu encarava a todos de igual para igual e um leve sorriso surgia nos meus lábios quando alguém deixava o olhar pairar demais no pingente.

Eu me sentia equilibrada. Não exatamente perfeita, mas composta e confiante, o que, esta noite, era o suficiente.

Então, da multidão, surgiu uma figura que fez o Lucian parar ao meu lado.

Alto. Ombros largos. Cabelos escuros com alguns fios prateados, embora o seu rosto aparentasse ter apenas alguns anos a mais do que o Lucian. Sua presença atraía atenção como a própria gravidade, embora fosse menos afiada que a autoridade controlada do Lucian. A autoridade dele estava mais para... enraizada, como um carvalho.

"William." A voz do Lucian carregava tanto surpresa quanto calor.

O homem esboçou um leve sorriso enquanto se aproximava e o seu olhar passou rapidamente por mim, depois pelo o pingente ao redor do meu pescoço. Ele parou de repente e as suas sobrancelhas se levantando em algo que parecia muito com choque.

Fiquei tensa. "Tem… algum problema?"

Os olhos do homem, William, se fixaram nos meus, e sua expressão suavizou quase instantaneamente. "De jeito nenhum. Só que… esse colar não foi dado levianamente." Sua boca se curvou em algo entre um sorriso e um olhar de quem sabe mais do que diz, aquela leve surpresa ainda presente. "Ele deve te amar profundamente."

A palavra me atingiu mais forte do que eu esperava. 'Amar.' O Lucian havia falado sobre me querer, me escolher, me ter ao seu lado. Mas amor? Isso era um terreno completamente desconhecido.

Meu pulso vacilou e, por um instante eu esqueci como respirar.

Além disso... quem era esse homem para fazer tal observação?

Antes que eu pudesse falar ou fazer perguntas, o Lucian interveio suavemente, ignorando o comentário da William.

"Sera, há muito tempo eu queria te apresentar ao meu irmão," disse ele, com a mão pousando levemente na minha cintura enquanto seu olhar se dirigia ao William. "Mas a SDS tem sido exigente, ainda mais com o TFL. O William veio hoje pra me apoiar e pra te conhecer, Sera."

Irmão.

Eu pisquei, de repente percebendo a semelhança. O olhar azul escuro penetrante do Lucian era mais suave nos olhos de William, mas a estrutura óssea deles era semelhante, assim como o jeito como se moviam e a intensidade silenciosa no contorno dos seus queixos.

"É uma honra," eu disse, inclinando a cabeça.

"Igualmente," William respondeu, com um sorriso caloroso e cativante que imediatamente me deixou mais à vontade.

Um turbilhão de movimento chamou a minha atenção e a cabeça do Lucian se inclinou em direção a um Ômega que parecia aflito, que eu reconheci como sendo o responsável pelos serviços de buffet do evento.

Lucian assentiu uma vez e voltou-se para mim e para o William. "Se me dão licença," ele deu um sorriso de desculpas, "há um assunto urgente que preciso resolver."

William sorriu. "Cuidarei da sua... namorada, não se preocupe, irmão."

O toque do Lucian permaneceu na minha cintura por um instante enquanto ele lançava um olhar incompreensível para o irmão. Então, seu toque desapareceu enquanto ele seguia o Ômega pelo salão.

Subitamente sozinha, me dei conta de quão rápido a multidão podia se fechar ao meu redor.

William deve ter percebido isso e suavemente deslizou para o meu lado, assumindo o lugar do Lucian. Ele me ofereceu uma taça de vinho de uma bandeja que passava e fez um aceno tranquilizador. "Tenho certeza de que ele não vai demorar. Enquanto isso, eu farei companhia pra você."

Aceitei a taça, curvando os dedos ao redor do bojo. "Obrigada."

O sorriso de William era calmo e tranquilizador. "Você tá se saindo bem esta noite. A maioria se sentiria acuada, estando na linha de frente de um evento como este."

Eu exalei suavemente, achando graça. "Acho que isso significa que tô escondendo o meu nervosismo melhor do que pensava."

"Ou," ele contrapôs gentilmente, "você é mais firme do que acredita ser."

Um sorriso surgiu nos meus lábios. "Você parece ter experiência em deixar as pessoas à vontade. Muito parecido com o seu irmão."

Ele pareceu contente com a observação e levantou o copo em um brinde. "Isso é um grande elogio."

Por um momento, o silêncio se estendeu confortavelmente entre nós, então a curiosidade me venceu: "Você pode me contar como ele era? Antes da SDS? Antes..."eu gesticulei ao redor do salão glamouroso, "de tudo isso?"

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