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Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 73

PERSPECTIVA DA SERAPHINA

Minha mente explodiu em um turbilhão de pensamentos. Eu deveria ter afastado o Kieran no instante em que seus lábios tocaram os meus. Era isso que cada pensamento racional gritava que eu devia fazer. Mas havia essa atração interna, uma força traiçoeira entranhada nos meus ossos, que me fazia inclinar na direção dele ele ao invés de me afastar.

Era como se o meu corpo estivesse esperando por isso e o alívio no seu beijo se infiltrava em mim como a luz do sol rompendo uma tempestade.

Os lábios dele estavam quentes, exigentes e quase frenéticos e, sob aquela fome, eu podia sentir um pouco do pânico dele misturado à algo selvagem, afiado, intoxicante. Eu podia sentir as batidas descompassadas do coração dele e podia sentir sua paixão na maneira desinibida com que seus lábios se moviam contra os meus, na pressão desesperada da sua mão na minha nuca, na energia crua e indomada que emanava dele.

Sem pensar, correspondi, incapaz de conter o pequeno som de rendição que escapou de mim. Meus dedos se curvaram no músculo quente e firme do seu ombro, agarrando como se eu pudesse ancorá-lo, como se eu pudesse acalmar a tempestade que o dilacerava por dentro.

O calor da sua pele úmida de suor se infiltrou em mim, afastando o frio persistente que me envolvia desde que os renegados me levaram. E, quanto mais tempo os lábios dele permaneciam nos meus, mais a dor no meu corpo se dissipava. Minhas costelas não doíam tanto, a pulsação na minha têmpora estava desaparecendo e a ardência nos meus pulsos se tornava apenas uma lembrança.

Aquilo não era resultado apenas do estranho toque de cura do Ashar, mas também da maneira como o Kieran me beijava, derramando todo o seu ser e não deixando espaço para o medo ou a dor sobreviverem. Ele envolveu seus braços ao meu redor e me puxou para fora do banco traseiro, me ancorando entre seu corpo e o carro.

Ele aprofundou o beijo, inclinando minha cabeça para que seus lábios se movessem completamente sobre os meus, enquanto um som baixo e gutural ressoava no seu peito. A língua dele, sedutora e exigente, encontrou a minha e me provou como se nunca fosse o bastante. O calor se desdobrou no meu estômago, enrolando e apertando até me deixar sem fôlego.

Deuses me ajudem, porque eu não queria parar.

Eu correspondia à urgência da boca dele com a minha, deixando-me afogar no sabor dele em uma mistura de adrenalina, suor e algo ao mesmo tempo dolorosamente familiar e deliciosamente estranho.

Meu coração batia tão forte que parecia um tambor nos meus ouvidos e os meus dedos deslizavam dos ombros para o pescoço dele sentindo a linha forte dos músculos enquanto eu o puxava mais para perto.

Os braços dele se apertaram em volta da minha cintura, me esmagando ainda mais contra as linhas duras do seu corpo nu, e eu gemi enquanto o meu quadril se movia sozinho.

E então eu senti.

Duro. Quente. Pressionando contra o meu quadril.

Um choque de realidade rompeu a névoa.

Eu congelei e o calor nas minhas veias esfriou instantaneamente.

A mão do Kieran ainda estava na parte de trás da minha cabeça, me segurando contra ele como se achasse que, se me soltasse, eu desapareceria.

A respiração dele era ofegante contra os meus lábios e, quando me afastei, ele me seguiu, a boca roçando na minha de novo como se não pudesse evitar.

"Kieran," eu disse de forma incisiva, empurrando o peito dele.

O peito nu, tonificado e suado.

Ele resistiu por um instante, mantendo o aperto firme, antes de finalmente me deixar empurrá-lo para trás. Os olhos dele brilhavam como joias de obsidiana, as pupilas estavam dilatadas e os lábios inchados e úmidos do nosso beijo.

Quando tinha acabado de enfrentar um mini exército de renegados, ele não parecia tão... destruído como agora.

Por um momento, carregados de tensão, nenhum de nós se moveu. O ar faiscava entre nós como um fio desencapado dançando perigosamente perto de uma poça de gasolina. Um movimento errado e o mundo explodiria ao nosso redor.

Engoli em seco e percebi que tentar olhar acima dos ombros dele parecia uma tarefa mais desafiadora do que dar à luz.

"Sera."

A maneira gutural e crua com que ele chamou o meu nome, com todos os músculos do corpo dele tensionados, foi o último impulso que me afastou da beira do precipício no qual eu quase tinha mergulhado.

"O que diabos foi isso?" Exigi saber, pressionando-me contra o carro na tentativa de colocar espaço entre nós.

Capítulo 73 1

Capítulo 73 2

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