POV/ ADRIAN
Na Sexta-feira tarde da noite eu e minha família fez estávamos no lounge do aeroporto, esperando o voo para irmos para argentina quando a Isadora mandou alguns arquivos. Abri o vídeo e, meu coração relaxou em um sorriso verdadeiro.
Fotos dela comendo ostras, brindando com caipirinha, usando aquele biquíni que deixava suas curvas as curvas que eu conhecia centímetro por centímetro evidência, me dava uma mistura de agonia e paz. Agonia de não estar ao lado dela. Paz de saber que ela estava florescendo.
Tinha um vídeo do Luau. Clara estava com o rosto leve, os olhos brilhando de um jeito que eu nunca tinha visto. Ela deu uma tragada naquele "cigarrinho de artista" da Isadora e o que veio a seguir foi a coisa mais fofa que já vi. Ela começou a tossir, o rosto ficando vermelhinho, e depois... a gargalhada.
Uma risada limpa, alta, sem filtros. Ela apontava para um caranguejo na areia e ria até perder o fôlego, com a barriga doendo. Ver a minha Clara a mulher que sempre carregou o mundo nos ombros, a babá dedicada, a Mel submissa sendo apenas uma menina de vinte e poucos anos, chapada e feliz na beira da praia, aqueceu meu coração de um jeito que eu não sabia explicar.
“Ria, meu amor...”, pensei, passando o polegar pela imagem dela na tela. “Ria até a barriga doer. Consuma toda a alegria desse sol, porque eu estou aqui no frio, segurando as paredes desse castelo para que ele não desabe em cima de você.”
— Patrão? O jato está pronto — Mathew me chamou.
O teatro foi tão grande que teve fotos na imprensa. Eu tive que ir em um jantar beneficente em Buenos Aires, com a organizadora inclinada sobre meu ombro, sussurrando detalhes do contrato no meu ouvido. Para o mundo, eu era o bilionário flertando com uma loira influente enquanto minha mulher estava mais atrás cuidando das minhas filhas. Para mim, era apenas mais uma transação comercial para manter a mãe das minhas filhas viva por mais alguns meses.
Sarah estava lá, elegante sob a peruca, encenando a esposa perfeita. Eu permiti. Deixei que os flashes registrassem nossa "família feliz". Porque era o que eu precisava me submeter para garantir que as gêmeas não sofressem.
Mas o meu mundo real... o meu mundo real cabia na palma da minha mão, na tela do meu celular.
Uma semana depois
A semana na Argentina foi um borrão de neve branca e hospitais esterilizados. Sarah começou as infusões do medicamento experimental. Ela ficava fraca, pálida, mas insistia em colocar o casaco de pele e ir para a montanha com as meninas, esquiamos, tomamos chocolate quente, fizemos piqueniques. Minhas florezinhas estavam tão felizes.
Isadora cumpriu a promessa. Recebi fotos delas já em Goiás.
Apesar de ter brigado comigo por não ter ligado e nem mandado mensagem,

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido