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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 113

POV/ ADRIAN

Quando cheguei à obra em Goiânia, o sol estava forte, calor do interior que já sentia meus braços quer suar por baixo do terno. O prédio estava enorme teria cerca de 22 andares e quase pronto depois só pintar e começar a alugar os escritórios e fim.

Zero interesse eu tinha naquilo tudo e em tudo o que Leandro me dizia ao lado. Meus olhos só procuravam por alguém, uma voz, qualquer coisa.

Meu coração, que eu sempre achei ser uma máquina de gelo, deu um solavanco que me tirou o ar. Quando vi Clara na minha frente. Ela estava deslumbrante. Usava um vestido dourado que parecia derreter sobre suas curvas, sapatos fechados elegantes e uma maquiagem que realçava aqueles olhos que me assombravam. O cheiro de baunilha dela viajou pelo vento da construção, atravessando o cheiro de pó e brita, e me atingiu em cheio.

Ela era o meu oxigênio. E eu estava sufocando sem ela.

Notei o Vitor ao lado dela. Ele estava tenso, o corpo rígido. Ele sabia que o predador tinha chegado ao território. Ele me cumprimentou, mas eu mal conseguia processar as palavras dele. Eu só conseguia olhar para os lábios dela.

— Oi, Adrian — ela disse.

Aquela palavra. "Oi Adrian". O jeito que ela falava meu nome se tornaram minhas palavras favoritas. Mas havia uma distância nos olhos dela que me doeu mais do que qualquer tiro que já levei.

— Oi, Clara... — consegui dizer, a voz mais rouca que o normal.

— Desculpa, vou deixar vocês conversarem sobre os negócios — ela disse, desviando o olhar e se afastando como se tivesse testemunhado uma cena de crime

Fiquei ali, parado, ouvindo o Vitor falar sobre vigas e prazos. Mas as vozes da minha cabeça só diziam. “Você vai perder ela”.

Eu não podia deixar ela sair por aquele portão. Não de novo.

— Com licença, Vitor. Os negócios podem esperar — cortei-o no meio da frase e comecei a andar.

Eu quase nunca corria para resolver negócios, porque bilionários não correm eles desfilam com classe.

Mas que me importa a classe meu oxigênio estava indo embora. As pessoas na obra não paravam para olhar. O grande Adrian Cavallieri correndo sob os entulhos.

Saí na calçada e a vi atravessando a rua.

— CLARA! — gritei. — Mas ela não me ouviu.

Corri mais rápido e dessa vez meu grito saiu como pedido de socorro ecoando pelos prédios, fazendo pedestres pararem e olharem assustados.

CAP. 113 -  Atrás do meu balde 1

CAP. 113 -  Atrás do meu balde 2

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